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Após denúncia por ‘premiação de fachada’, vereadores de Itupeva devolvem dinheiro

Alguns vereadores da cidade de Itupeva começaram a devolver dinheiro para a Câmara Municipal depois que o programa Fantástico denunciou, neste domingo (5), o Instituto Tiradentes como uma entidade que realizaria eventos ‘de fachada’ e premiaria políticos por seu desempenho mediante pagamento. Segundo a Casa de Leis itupevense, todo ano o instituto entra em contato com três parlamentares do município anunciando que estes teriam ganhado um prêmio por seu trabalho no Poder Legislativo, mas que para receber a honraria, seria necessário participar de um seminário cuja inscrição e demais despesas eram pagas com dinheiro público.

A Câmara não informou quanto foi gasto com os seminários nos últimos anos, mas de acordo com o Portal da Transparência do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), foram gastos R$ 7.880,00 apenas entre 2014 e 2017. Só em 2015, foram gastos R$ 3.400,00. O Instituto Tiradentes já teria entrado em contato com mais três vereadores este ano, mas nenhum gasto foi encontrado no site do TCESP em 2018. A Câmara de Itupeva ainda informou que começou a orientar os vereadores a devolverem o dinheiro aos cofres públicos assim que tomaram conhecimento das denúncias, e que o TCESP nunca questionou os gastos.

O presidente da Casa, Eri Campos (PSB), que recebeu o prêmio em 2014, já devolveu R$ 915. A vereadora Ana Paula Marciano (PTB), que foi premiada em 2017, devolveu os R$ 694 gastos com sua inscrição ano passado. Angelin Lorenção devolveu R$ 1.359 e Ezequiel Alves (PSDB) já pediu à administração da Casa de Leis que levantasse os valores que deveriam ser devolvidos. Apenas o vereador Ângelo Botan (PR), que pediu afastamento do cargo em fevereiro após ser acusado de oferecer cargo em troca de apoio, não entrou em contato com a Câmara para tratar dos valores gastos com os seminários.

Defesa
O Instituto Tiradentes afirmou que foi injustamente citado na reportagem da Globo ao lado da União Brasileira de Divulgação (UBD) como uma instituição fraudulenta. A entidade informa que apenas emite certificados de participação em seus seminários, que contam com a participação de profissionais renomados. Apesar de não citar a entrega de prêmios, a nota afirma que o instituto realiza suas enquetes via telefone, sendo espontânea a participação das pessoas.

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