ALERTA

Infestação de escorpiões gera preocupação na região central

“A preocupação é grande”, desabafa Sara Jane Mautshke, moradora da rua Rangel Pestana, no Centro de Jundiaí, a respeito da presença de escorpiões na localidade. Segundo Sara, há cerca de um mês ela tem encontrado, com frequência, este tipo de animal em sua residência, localizada em frente ao Cemitério Nossa Senhora do Desterro. “Era comum notar a presença de baratas. No entanto, os escorpiões tomaram conta e até sinto falta delas”, relata.

Sara conta que na última quarta-feira (9), por volta das 21 horas, encontrou a vizinha se queixando da picada de uma suposta formiga. “Quando olhei em seu ombro esquerdo notei que havia um escorpião de 5 centímetros de cor amarela e peito preto”, detalha. Ela descreve que acompanhou a vizinha até o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), onde a mesma fez exame de sangue, foi medicada e liberada na sequência.

Em contato com a Zoonoses de Jundiaí, Sara foi informada que os escorpiões não eram venenosos. “Eles visitaram a localidade e explicaram que os escorpiões encontrados por aqui não possuem veneno. Além disso, recomendaram não acumular entulhos, matar as baratas e verificar nossas roupas e sapatos antes de usá-los”, comenta. Com receio, moradores dessa região relatam que já estão se prevenindo e colocando veneno em suas residências.

No mesmo dia, um morador em situação de rua também deu entrada no Hospital São Vicente de Paulo, devido a uma picada de escorpião. “Ele tomou um soro (antiescorpiônico) e na mesma data foi liberado”, explicou a assessoria de imprensa do HSVP. Outro caso que chamou atenção na cidade ocorreu no Hospital Paulo Sacramento, quando o pai de uma criança que tomava soro no ambulatório encontrou um escorpião, na madrugada de quarta-feira (9), na ala infantil da unidade.

Em resposta ao fato, a assessoria de imprensa do hospital lamentou o ocorrido e esclareceu que o Paulo Sacramento segue as mais rígidas normas e procedimentos da vigilância sanitária, visando manter os mais altos padrões de segurança e qualidade no atendimento da população. “Diante do ocorrido, iremos redobrar estes cuidados para que fatos como este não voltem a acontecer”, encerra a nota.

ACIDENTES
De acordo com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), não há registro de acidentes com escorpiões em 2019. “No entanto, em 2018, foram 46 ocorrências, contra 65 em 2017”, enumera a nota. A Prefeitura ressalta que desde o mês de outubro tem intensificado a limpeza de terrenos públicos para evitar o acúmulo de materiais que possam servir de abrigos para escorpiões e até criadouros de mosquitos transmissores das arboviroses.

Quanto a área do Centro, próxima ao Cemitério Nossa Senhora do Desterro, a Prefeitura trata a localidade como um dos pontos de monitoramento da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ). “Os técnicos da unidade fazem, regularmente, orientação para a população sobre a necessidade de eliminar qualquer material que possa servir de abrigo e ponto de reprodução dos escorpiões, principalmente entulho e restos de materiais de construção que possam estar nos quintais das residências.

Além disso, No interior do imóvel é necessário o uso de tampas ou sistema abre-fecha nos ralos, os mantendo fechados no período fora de uso. A colocação de anteparos na parte inferior das portas, telas nas janelas e nos canos de escoamento das águas de chuva; fechamento dos vãos e frestas também são ações necessárias para evitar a entrada indesejada”, explica a Prefeitura.

O período mais quente do ano é de reprodução desses animais, portanto estão mais ativos, exigindo da população atenção e cuidado. “Em caso de acidente, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, seja no serviço público ou privado”, orienta a unidade, em nota.

Em caso de picada por escorpião, a Vigilância Epidemiológica (VE) orienta a população a procurar atendimento público no Pronto Socorro do Hospital São Vicente ou Hospital Universitário. E alerta: “o tempo é fundamental para o melhor prognóstico. Vale lembrar que nem todos os casos necessitam da administração do soro. A determinação é feita pela equipe médica”

Rui Carlos

COMENTE

Loading Facebook Comments ...

Comente

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *