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Jundiaí, 24 de novembro de 2017
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Espaço para pessoas - Por: Larissa Carbone

Espaço para pessoas

© Arquivo JJ
Quando pensamos em espaços públicos para pessoas, o que vem em nossa mente? Praças públicas, parques municipais, calçadões, jardins públicos... Infinitas possibilidades de respostas que dependem exclusivamente do universo no qual a pessoa está inserida.

Tenho falado sobre espaços que promovem interação entre pessoas frequentemente, seja no universo particular ou no público, e percebo claramente a insatisfação geral das pessoas com as quais convivo sobre os espaços públicos de modo geral, e a migração das pessoas para os espaços de convívio particular não é uma novidade. 

Temos uma tradição de formação das cidades a partir de praças e calçadas públicas que promoviam o encontro entre as pessoas, e que eram o espaço de muitas atividades sociais e culturais. Hoje em dia quando visualizamos praças e calçadas, será que o sentimento de interação vem à tona, e a real situação em que se encontram permite efetivamente um bom espaço público?

Sabemos que alguns espaços públicos estão atrelados ao sentimento de insegurança pública e delinquência, pois nestes locais podemos observar pessoas em risco social, que buscam estes locais como abrigo. Existem diversas ações promovidas pelo poder público que tentam resgatar tradições culturais e sociais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida por meio de interação social.

Isto é louvável, mas sem planejamento efetivo as ações ficam pontuais e por conta de descontinuidade de planos de governo, as ações podem cair no esquecimento. Para o planejamento ser sustentável, sabemos que muitos espaços devem ser requalificados e reformados de maneira a permitir a circulação e permanência de pessoas, e isso se faz por meio de projeto urbano.

É um simples projeto que resolve a questão de requalificação dos espaços e parques públicos? Não. Para que o espaço público seja utilizado constantemente pela comunidade, e não só seja um espaço de passagem, além de ser bem projetado, o sentimento de pertencimento deve ser fortalecido e trabalhado junto com a vizinhança a fim de que o resgate da tradição de interação social da comunidade seja promovido.

Acredito, portanto, no papel social do arquiteto que diante desta situação presente em todas as cidades deve se posicionar de maneira efetiva para defender o bom planejamento. Trazendo esta questão para nossa realidade de cidade a iniciativa do Instituto dos Arquitetos do Brasil do Núcleo Aglomerado Urbano de Jundiaí (IAB AU Jundiaí), que ao defender que o planejamento urbano é um processo contínuo e estratégico, independente de questões partidárias, se coloca à frente de questões importantíssimas da cidade e região, e deve ter o total apoio da sociedade e do poder público.

 * LARISSA CARBONE é arquiteta e urbanista. Membro do IAB Jundiaí. http://larissacarbonearquitetura.com.br

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