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Jundiaí, 12 de dezembro de 2017
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Passado moderno e presente - Por: LARISSA CARBONE

Passado moderno e presente

© Jornal de Jundiaí
Em continuidade à linha histórica e de pensamento de texto anterior, o recorte do tempo em que mudanças foram de extrema importância para a produção no cenário econômico, financeiro e sobretudo no mundo das artes em geral e design, podemos destacar a produção da arquitetura moderna também. Foram várias rupturas que nos trouxeram produções arquitetônicas icônicas e que até hoje nos enchem de orgulho e são fontes de inspiração. Foram décadas de transformações, divididas em várias fases com características próprias.

No Brasil, o movimento surgiu em um momento de insatisfação política e culminou na Semana de Arte Moderna em 1922. Vários artistas conhecidos foram protagonistas, dentre eles Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Paulo Mendes da Rocha, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Só para citar alguns...

Na arquitetura, o movimento europeu veio para solucionar problemas sociais e econômicos junto com a revolução industrial e a ruptura com tradições era um dos objetivos. Aqui, a revolução tecnológica ainda não tinha seu momento produtivo forte, mas o movimento europeu foi suficiente para impulsionar grandes arquitetos a pensarem a cidade de maneira diferente.

Le Corbusier, arquiteto francês que redigiu a Carta de Atenas, documento compromisso resultante de várias discussões entre arquitetos e urbanistas, de 1933, tratou da “cidade funcional”, que considerava a cidade como um organismo vivo. Este documento foi uma fonte de inspiração para o arquiteto Lúcio Costa projetar Brasília, que com sua bravura conseguiu romper tradições.

Devemos provocar nova ruptura para evoluirmos enquanto cidade e produção arquitetônica resultante disso. Muitos conceitos do movimento modernista ainda são utilizados e muitos evoluíram para nossa condição atual de cidade e moradia. Conversando com colegas para trocar experiências, percebi a importância de utilizarmos conhecimentos já adquiridos e entendo que devemos ter profundo respeito ao olhar para trás, reverenciando de maneira correta o que deu certo.

O recorte histórico que fiz sobre a história do modernismo se justifica à medida que o conhecimento se faz necessário para avançarmos. Na prática, no caso de Jundiaí, podemos citar nosso Plano Diretor, que foi alterado e hoje se encontra vigente após um ano de aprovação. Temos ajustes para realizar. O papel do arquiteto urbanista mais uma vez se faz necessário para a discussão democrática da cidade. A ruptura deve acontecer, mas o reconhecimento do passado e do que está “escrito” deve ser fundamental para continuarmos com o desenvolvimento sustentável de nossas cidades.

* LARISSA CARBONE é arquiteta, urbanista e membro do IAB Jundiaí / http://iabjundiai.org.br / http://larissacarbonearquitetura.com.br

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