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Jundiaí, 20 de janeiro de 2018
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OBRA - Por: SÔNIA CINTRA

Poesia não vende

© Arquivo JJ
Sônia Cintra
É o título do mais recente livro de Renata Pallottini, dedicado à Yara Gonzaléz. Nascida em São Paulo, onde estudou e tem vivido, Renata, poeta, dramaturga, ensaísta e romancista, é professora emérita da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Membro da Academia Paulista de Letras, ministrou o Curso de Teatro “A Dramaturgia Feminina: da década de 40 à atualidade”, no salão nobre da APL, com a participação de Tereza Aguiar e Maria Adelaide Amaral, ente outras dramaturgas.

Seus primeiros livros foram de poesia, paixão, segundo a autora, que permanece em “Obra poética”, “Chocolate amargo”, “No céu dos cachorros” e “Poesia não vende”. Com suas numerosas peças de teatro, encenadas e publicadas, ganhou os prêmios Molière, Governador do Estado e Anchieta. É tradutora, faz adaptações para teatro e dedica-se à literatura infantil. Publicou o romance “Nosotros”, também editado em francês, e “Eu fui soldado de Fidel”.
Sobre sua recente obra, diz: “Meu livro agora, este ‘Poesia não vende’ (Huicitec, 2016), tem muita ironia, medo, espanto, saudade e, surpreendentemente, esperança. Aprendi bastante nestes anos todos, esqueci muito e pretendo ir embora qualquer dia ainda crendo nas gentes. Minha poesia (e a dos outros, que Deus os bendiga) me ajuda a manter-me viva”.
A poesia de Renata Pallottini busca novos horizontes e carrega o leitor consigo. É plena de verdade afetiva e múltiplas reflexões sobre o mundo de hoje e o de sempre. No poema “Filosofia para o Google”, lemos: “A vida vem de dentro para fora / A morte / Vem de cima para baixo / O amor / Vem de fora para dentro / muitas vezes”.

Corajosa e dona de uma das vozes mais claras e lindas, Renata expõe sua fortaleza no olhar, escrita e fala. “No mapa-mundi: Isso sim: há muito dinheiro / E há os que se vendem / Para tê-lo”.
Temas de amor e arte povoam suas páginas. Sua inquietude nos faz sentir e pensar simultaneamente. Pergunta: “Se a noite é de lua cheia / Como querer que a poesia diga / Que ela é feia”? Animais também estão presentes, dentre eles, os cachorros. “Veja os cachorros / Te procuram, te comovem / São sadios, mas doentes de ternura. / Veja as gentes: / Te machucam, te removem / São doentes, mas doentes de loucura”.
Viajante no tempo, aborda a representação da vida e da morte em “Dramaturgia: a construção do personagem” e “Dramaturgia de televisão”. Recentemente recebeu o Troféu Juca Pato–Intelectual do Ano (UBE 2016). Em breve, estará conosco no Clube de Leitura do Clube Jundiaiense. Que bom!

* SÔNIA CINTRA é doutora em Letras pela USP, pesquisadora da Catedral José Bonifácio, pós-graduada em Ecologia e Educação Ambiental, mediadora do Clube de Leitura-CJ. titular da UBE, membro efetivo da AJL e da AFLAJ, madrinha do CELMI, poeta, articulista e ensaísta. Tem 13 livros publicados

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