Opinião
ASSINE  |  ANUNCIE
Jundiaí, 23 de setembro de 2017
Colunas
ARTIGO - Por: VALQUÍRIA MALAGOLI

Elogio a ditirambos

© Jornal de Jundiaí
A aventura do diretor Carlos Pasqualin, levada a público pelo Performático Éos, merecia o aplauso de Friedrich Nietzsche. Pretensão? Que seja! O trabalho foi ousado desde a concepção, para dizer o mínimo. Positivamente estarrecida foi como me senti ao prestigiar o espetáculo.

Isso porque dividi com José Arnaldo de Oliveira, Marcos César Duarte, Ivete Banzato, Márcio Ferrazzo e Marco Antônio André a adaptação do texto? Podem dizê-lo. Mas, aviso: o dirão apenas os desavisados. Estes mais os que não tiveram a sorte de experimentá-lo conosco, seja enquanto coautores, seja enquanto plateia. Do grego dithyrambos, ditirambo tratava-se, nas origens do teatro grego, de uma ode ao deus Dionísio.

Figuras mitológicas cuidavam da narrativa, cantando e dançando. Passado o tempo, incorporou-se à cultura teatral ocidental e, nele, ficção, drama e poesia vêm à cena. Neste caso, a encenação ficou por conta dos atores, músicos e bailarinos Jimmy Toseli, Lucília Ribeiro, Mariana Benatti, Renato Vianna, Ricardo Carvalho, Ricardo Duran, Ricardo Seringe, Silmara Meireles e Ulisses Vertuan.

Palmas ainda para Juliana Fernandes (cenografia, máscaras e adereços), Ricardo Teck (iluminação) e Antunes Nasser (sonoplastia). Lembro-me de quando Carlinhos nos expôs sua ideia, isto é, da coisa ainda meio crua, repleta daquele vazio que é a perspectiva, esse vaso de onde, primeiro, os propósitos vazam e, adiante, extravasam surpresas.

Agora constato que, se o filósofo alemão aproximou-se dos colegas pré-socráticos, acrescendo aos questionamentos daqueles o seu personalíssimo embate acerca do humano embate de impulsos contrários, nós, autores e dramaturgos jundiaienses... Quem? Sim, nós, microscópicos seres nesse cosmo de contraditórias reflexões e absolutas verdades etéreas, por nossa vez, aproximamo-nos um tantinho mais uns dos outros e de nós mesmos.

Segundo texto de divulgação, “o espetáculo busca levar ao público a possibilidade de experimentar sensações diversas, em uma investigação sobre a verdade humana, um novo olhar sobre o homem.” Atire a primeira pedra quem julgue pouco merecedora de crédito essa “peripécia” a qual me refiro neste elogio deveras aquém do seu merecimento de fato.

VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI é escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br / www.valquiriamalagoli.com.br.

Comente esta matéria 0 comentários
Seja o primeiro a comentar esta matéria!
Seu telefone e e-mail NÃO serão publicados!
* Campos obrigatórios! (caracteres restantes: 1000)
Li e estou de acordo com os termos e condições de uso do portal.
Outros artigos do colunista LISTAR TODOS
17/04 -  0 Céu de estrelas
05/03 -  Cultura da coragem
28/11 -  Viajando em papagaios
03/10 -  Roxo e amarelo
19/09 -  Oficina de Poesia
27/06 -  Introdução à introdução
04/04 -  Em paz com a saudade
21/09 -  Problema numeral
29/06 -  Guardar segredo
06/04 -  Yole e Boaventura
JORNAL DE JUNDIAÍ
política de privacidade anuncie conosco
editorias



Empregos e Concursos
Especiais


Motor
Mundo
Opinião
Polícia
Política
Repórter JJ
Turismo
cidades
Jundiaí
Região
entretenimento

Cultura & Lazer
Théo Faz & Acontece
esportes
tv jj



Notícias
Periscope


grupo jj
Fale Conosco
Repórter JJ
Quem Somos
Expediente
Anuncie
Assine o Jornal
Gráfica JJ
Termo e
Condições de Uso
2014 © Jornal de Jundiaí - Todos os direitos reservados.
Acesse:
Projeto Gráfico: Marcelo Savoy | Desenvolvimento: //sithes.com