MÚSICA

Selo Sesc lança disco de Eugénia Melo e Castro

O Selo Sesc está lançando o álbum “Mar Virtual”, da cantora e compositora lusa Eugénia Melo e Castro. Uma das precursoras no diálogo musical entre Brasil e Portugal, neste trabalho ela faz um mergulho no empirismo poético em uma formação de piano e voz.
E para celebrar Eugénia fará um show de lançamento no Sesc Jundiaí. Acompanhada por Emílio Mendonça no piano, que já tocou com grandes nomes da música brasileira como Djavan, Tom Zé, Jane Duboc e tantos outros, ela canta na unidade nesta quarta-feira (16), às 20h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena).

Com produção e direção de Emílio Mendonça, “Mar Virtual” reúne composições de Eugénia com letras extraídas da obra de seu pai, E. M. de Melo e Castro, referentes à segunda metade do século 20 e que inaugurou um amplo intercâmbio com o Concretismo Brasileiro.
O disco conta com a parceria de grandes músicos dos dois países, como Mário Laginha, Ana Deus, Alexandre Soares, Gil Assis e Emílio Mendonça, que além de produzir e dirigir o disco, é também coautor de 10 composições. “Como a poesia de meu pai já é extremamente difícil de ser digerida por apresentar muitos jogos de palavras, muito humor, drama e uma intensidade estética que fica só nas sonoridades, eu tive que escolher parceiros que entendessem essa linguagem que queria trazer para a música”, explica Eugénia.

A seleção dos textos presentes no repertório contempla todas as fases da obra de seu pai, fazendo com que a via experimental se transpusesse às linhas melódicas da cantora portuguesa. A obra destaca a presença da poética vanguardista de E. M. de Melo e Castro em outra vertente artística: na música.

A cantora
Renomada cantora portuguesa, Eugênia Melo e Castro nasceu em Covilhã, Serra da Estrela. Filha dos escritores E. M. de Melo e Castro e Maria Alberta Menéres, desde a infância esteve em contato com o mundo das artes. Cursou Artes Gráficas em Lisboa, piano e canto. Mais tarde, optou pelos cursos de cinema e fotografia na London Film School, em Londres.
Lançou 16 discos entre 1982 e 2002, principalmente no eixo Portugal-Brasil. A partir dessa fase, Eugénia Melo e Castro passou a atuar junto ao produtor brasileiro Eduardo Queiróz, seguindo as novas tendências musicais, adquirindo a estética contemporânea e abrindo espaço em seu trabalho para novos parceiros e composições originais.

Selo Sesc
O Selo Sesc tem o objetivo de registrar o que de melhor é produzido na área cultural. Constrói um acervo artístico pontuado por obras de variados estilos, da música ao teatro e cinema. Em 2017 lançou dezenas de discos, entre eles “Aluê” (Airto Moreira), “A poesia de Aldir Blanc” (Maria João), “Avenida Atlântica” (Guinga e Quarteto Carlos Gomes), “AM60 AM40 (Antonio Meneses e André Mehmari), “No Mundo dos Sons” (Hermeto Pascoal & Grupo), “Fruta Gogoia: Uma Homenagem a Gal Costa” (Renato Braz e Jussara Silveira) “Guarnieri Nepomuceno” (Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e Cristina Ortiz), “Box Villa-Lobos” (Quartetos Bessler-Reis e Amazônia), “Com Alma” (Banda Mantiqueira), “Festival Música Nova” (Ensemble Música Nova), “Saudade Maravilhosa” (Mario Adnet), e o DVD “Alcance dos Sentidos” (Ivaldo Bertazzo).
Alguns dos CDs lançados em 2016 foram “A Saga da Travessia” (Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz), “Novos Mares” (Fortuna), “Curado” (Hurtmold e Paulo Santos), “Donato Elétrico” (João Donato), “Portrait” (Maury Buchala), “Lambendo a Colher” (Rolando Boldrin), “Alberto Nepomuceno” (Quarteto Carlos Gomes) e “No Voo do Urubu” (Arthur Verocai), além dos DVDs ”O Fim do Mundo, Enfim”, “O Sal da Terra – Uma Viagem com Sebastião Salgado” e “Democracia das Madeiras”.

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