BALANÇA COMERCIAL

Jundiaí tem queda de 5% em exportações

A cidade de Jundiaí exportou R$ 541,5 milhões em 2018, uma queda de 4,7% em relação às exportações de 2017, de R$ 568,2 milhões. Para o diretor de Planejamento, Gestão e Finanças da Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Roberto Pellizzer, a queda é inexpressiva. “Trata-se de uma oscilação pequena, cujos fatores são os mais variados possíveis”, diz.

O diretor de Comércio Exterior do Ciesp, Márcio Ribeiro, aponta algumas explicações, entre elas a variação do dólar. “Tivemos uma alta cambial ao longo do ano todo, principalmente como reflexo da incerteza política que o período de eleições deixou”, diz.
O cenário internacional também contribuiu para a oscilação da moeda. “A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China deixou o mundo esperando para ver o que ia acontecer. Em paralelo, os produtos brasileiros ficaram mais baratos no exterior”. Com a recuperação da economia, Márcio espera que a situação se reverta este ano.

Pellizzer ainda lembra que, apesar do resultado negativo nas exportações de 2017 para 2018, o índice aumentou 19% de 2015 para cá. “O percentual mostra um resultado maior do que o observado no conjunto do Estado de São Paulo, que apurou variação de 14,75%”, afirma.

A alta do dólar está novamente envolvida na explicação de tamanho crescimento em época de crise. “Saímos de 2014 com o dólar por volta de R$ 2,20, mas em 2017 ele chegou a alarmantes R$ 4. Isso porque nosso PIB chegou a ficar negativo, o que reflete na capacidade de pagamento do brasileiro e faz o dólar disparar”, explica Márcio. “Foram anos de crise severa no país”, mas bons para quem trabalha com exportação.

Balança
A cidade ainda fechou o ano de 2018 com déficit de R$ 1,7 bilhão, valor um pouco mais alto que o déficit do ano anterior, de R$ 1,5 bilhão. A variação diz respeito a um aumento de aproximadamente 6,5% nas importações. Enquanto a cidade importou R$ 2,1 bilhões em 2017, o valor subiu para quase R$ 2,3 bilhões no ano passado.

Márcio explica que o resultado deficitário da balança comercial jundiaiense não é um problema, mas uma virtude. “Jundiaí tem um perfil importador, já que temos muitas indústrias de tecnologia por aqui e estamos próximos ao porto de Santos e a dois aeroportos importantes. A cidade produz a maioria dos celulares vendidos no país”, afirma.

Ele ainda explica que as importações costumam subir quando há uma recuperação econômica. “Estamos passando por este momento de otimismo agora e, considerando o perfil da cidade, diria que Jundiaí está em um bom caminho para 2019”, finaliza.

Arquivo JJ

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