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09/01/2017 05h00 - EM 2017
Feriados vão gerar prejuízos ao comércio e às indústrias da Região
Simone de Oliveira
scoliveira@jj.com.br
© Rui Carlos
Maria Angélica diz que o sindicato é que regulamenta as condições para o trabalho
De acordo com estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio), o comércio varejista brasileiro deverá deixar de ganhar R$ 10,5 bilhões em 2017 devido aos feriados nacionais e ‘emendas’. São pelo menos 10 feriados e mais outras 17 datas comemorativas ao longo do ano. 

Em Jundiaí ainda não é possível contabilizar as perdas, mas representantes de sindicatos esperam que haja consenso entre as classes quanto ao cumprimento da legislação. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomércio), Edison Maltoni, está otimista com os números para este ano.

Segundo ele, a Região de Jundiaí tem a quarta maior participação nas vendas do varejo paulista dentre as 16 regiões avaliadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), sendo responsável por 5,9% do faturamento anual total. Apenas espera que os sindicatos se entendam em questão sobre a compensação de horas.

“Em Jundiaí, por exemplo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) prevê a compensação de jornada por meio do sistema de banco de horas e o empresário tem a possibilidade de abrir o estabelecimento nos feriados, bastando apenas retirar um protocolo de abertura, que é enviado às duas entidades”, lembra.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Comércio de Jundiaí e Região (Sincomerciário), Milton Araújo, adianta que o sindicato tem dado todo o respaldo e apoio necessário para atender, dentro daquilo que a legislação permite, mas acatando pedidos dos empregados e dos empregadores, no sentido de ajudá-los a melhorar as vendas.

“Devemos considerar ainda que a maioria dos feriados não é prolongado para o comércio, o que permitirá seu normal funcionamento no decorrer das vésperas e pós-feriados. Acreditamos na melhora da economia como já bem mostrou o mês de dezembro/2016, mas de acordo com estimativas divulgadas pela imprensa, os lojistas atingiram as expectativas de venda no período de Natal, em alguns casos demonstrando, inclusive, aumento no percentual em relação ao ano anterior.”

A advogada do Sincomerciário, Maria Angélica Campanhier, diz que o sindicato é que regulamenta as condições para o trabalho no feriado e todos os trâmites estão protocoladas em lei. “Deve existir uma solicitação de abertura para ambas as entidades sindicais, a fim de verificar o cumprimento da convenção e evitar prejuízo aos empregados”, lembra.

Indústria - O diretor-titular do Centro das Indústrias no Estado de São Paulo (Ciesp), Mauritius Reisky, diz que seria importante haver uma avaliação do calendário, em especial quando chegar nos dias pontes, ou seja, aqueles próximos ao final de semana, para evitar as emendas. “Sabemos que as paradas impactam na economia porque as indústrias ficam com as máquinas paradas deixando de gerar renda e isto não é bom para a economia. Se pensarmos que além dos feriados ainda há as emendas, a compensação de horas antecipadas seria importante e necessária”, avalia.

Projeção - Segundo a pesquisa do Fecomércio, o setor de vestuário, tecidos e calçados deverá deixar de ganhar cerca de R$ 1,1 bilhão com os feriados e emendas de 2017, um crescimento de 23% em relação a 2016. No lado oposto, o segmento de outras atividades, como comércio de combustíveis, além de joias e relógios, e artigos de papelaria - deixará de ganhar cerca de R$ 3,9 bilhões, 8% a menos que em 2016, o único setor a não apresentar crescimento das perdas.

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