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11/01/2017 05h00 - ANHANGABAÚ
Mato alto e sujeira geram reclamações
Simone de Oliveira
scoliveira@jj.com.br
Um terreno localizado entre a avenida D. Pedro 1 e a rua Coleta Ferraz de Castro, no Anhangabaú, tem gerado reclamações entre os moradores do entorno. O mato alto, resultado da falta de poda e de limpeza, tem atraído bichos peçonhentos, como aranhas e cobras, além de ser um possível criadouro do mosquito Aedes aegypti.

Segundo Agostinho Júnior, um dos moradores da rua D. Pedro 1, frequentemente um bicho diferente é encontrado pela casa, provavelmente oriundo do terreno. Ele conta que os moradores já procuraram pelos órgãos competentes, mas nenhuma providência foi tomada. Até um mosquito foi identificado como sendo o transmissor da dengue. “Aquele caramujo africano também foi identificado quando chamamos a Zoonoses, além de larvas do mosquito. Há muitas crianças por aqui e nossa maior preocupação é uma delas pegar algum tipo de doença”, reclama.

Por muito tempo, segundo Agostinho, o terreno serviu de moradia para famílias carentes, mas depois que elas foram transferidas para outras localidades, a manutenção da área não foi regular. “Temos que fazer a própria limpeza para evitar os bichos e até o mau cheiro porque deve ter animais mortos. Acho que caberia ao dono do terreno fazer esta parte.”

Como há uma torre de alta tensão passando pelo terreno, a CPFL Piratininga foi procurada pelos moradores para a limpeza do terreno, porém a empresa enviou nota ao JJ Regional informando que a manutenção da área ocorre periodicamente, conforme cronograma, e já antecipa que a próxima será feita em 30 dias. A Secretaria de Serviços Públicos também foi procurada para informar a possibilidade de limpeza e confirmou que o terreno é da CPFL Piratininga, mas enviaria uma equipe da unidade para fazer a poda do mato e retirada do entulho.

Enquanto as limpezas não ocorrem, os moradores dizem que precisam redobrar os cuidados para evitar possíveis contaminações. “Já cansamos de gastar dinheiro com repelentes para matar tanto mosquito que aparece por aqui. Nós esperamos mesmo que algo seja feito para que não haja necessidade de ficar chamando a imprensa por uma situação que é simples de resolver”, desabafa Agostinho. 

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