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11/01/2017 05h00 - CORRIQUEIRO
Acidentes domésticos são 30% da demanda do PS
Mauro Utida
mutida@jj.com.br
Durante as férias escolares, cerca de 30% dos atendimentos no Pronto-Socorro Infantil do Hospital Universitário estão relacionados aos acidentes domésticos, como queimaduras, quedas, cortes e fraturas. Segundo informações do próprio hospital, este aumento está relacionado ao maior tempo da criança em casa e, por isso, diversos cuidados devem ser tomados para evitar uma tragédia maior.

A pediatra do HU Fabiana Sonehara Barros informa que a maior parte dos atendimentos no hospital envolve fraturas relacionadas à prática de skate, bicicleta e patins. Ela orienta o uso de equipamentos de segurança, como capacetes, cotoveleiras, joelheiras e luvas para evitar traumas maiores, como pancadas na cabeça, que podem, inclusive, levar a óbito. Outra brincadeira comum entre os garotos, porém perigosa, é a pipa. “É preciso muito cuidado com os fios de eletricidade, que podem causar descargas elétricas. Outro risco é cair de locais como lajes e sofrer algum tipo de trauma”, alerta.

A médica pediatra também chama a atenção para os acidentes dentro de casa, que podem ser evitados com mais prevenção. Ela aconselha o uso de protetores nas tomadas para evitar choques elétricos em crianças que estejam começando a gatinhar e andar, além de manter produtos de limpeza longe do alcance da visão dos pequenos. Na cozinha, a pediatra pede atenção redobrada por causa das facas e objetos cortantes, além do fogão que pode ocasionar queimaduras se não houver cuidados, como deixar o cabo das panelas para o lado de fora, por exemplo. “Dentro de casa é preciso tomar muito cuidado também com os remédios, principalmente as famílias com idosos, onde a concentração de remédios é maior. As crianças podem confundir com balas, ingerir, e passar mal depois”, diz.

Prevenção - A jornalista Teresa Orrú, 35 anos, recorda que na infância um primo sofreu queimaduras ao se apoiar no cabo de uma panela com água fervendo enquanto a mãe dele cozinhava. Hoje ela é mãe de Diogo, de 3 anos, e Alice, de 1 ano e 6 meses, e junto com o marido pensaram em todos os detalhes da casa para evitar que os filhos se machuquem em acidentes domésticos. Na casa de Teresa, a preocupação maior foi com a piscina, que teve de ser cercada com uma estrutura de vidro, permanecendo sempre trancada. As escadas também contam com cercas de proteção, as janelas possuem telas e as tomadas são protegidas com capas. Na cozinha, as gavetas das facas foram confeccionadas com travas, além disso, o casal evita deixar produtos de limpeza e cordas ao alcance das crianças. “Crianças adoram colocar cordas no pescoço, até mesmo a corda das cortinas ficam escondidas”, conta.

Para Teresa, o cuidado com crianças deve ser constante. “Os meus filhos estão na fase de descobrir o mundo e nosso desafio como pais é pensar além para prevenir os acidentes.”

Hospital Universitário - Em 2016, o PS Infantil do Hospital Universitário registrou 70.166 ocorrências. Apesar do índice envolvendo acidentes domésticos ser 20% maior em relação aos outros meses do ano, o período com mais atendimentos são os meses de inverno, quando os atendimentos estão relacionados a doenças respiratórias, viroses e caxumbas. Fora do período das férias escolares, os acidentes domésticos chegam a aproximadamente 10% dentro do pronto-socorro.

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