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05/05/2017 17h53 - ENTREVISTA
Vanessa vive a experiência de interpretar uma diva do teatro
© Divulgação
Para compor seu personagem, a atriz se inspirou nas antigas divas da TV e do teatro
Uma homenagem a todos os artistas que trouxeram tanta magia para o público com a mensagem de que a juventude é eterna e que a vida não para, apenas muda a frequência das ações. Essa é a proposta da peça “Forever Young”, de Erik Gedeon. Considerada uma das mais engraçadas comédias musicais europeias, garante ao público diversão com os grandes hits mundiais da música pop e do rock’n’roll.

A trama se passa no palco de um teatro antigo que se tornou um retiro de artistas, onde seis grandes atores representam a si mesmos no futuro, em 2050, quando estão quase centenários. Eles aproveitam a ausência da enfermeira para revelar suas verdadeiras personalidades por meio do bom e velho rock ‘n’ roll e mostram que são eternamente jovens.?Eles cantam, dançam e recordam o passado com muito senso de humor.

Com direção geral de Jarbas Homem de Mello e supervisão artística de Henrique Benjamin, o elenco é formado pelos atores Carmo Dalla Vecchia, Vanessa Gerbelli, Claudio Galvan, Marcos Tumura, Marya Bravo e Paula Capovilla. A direção musical é de Miguel Briamonte. O espetáculo teve uma temporada no Teatro Iguatemi, em Campinas, e atualmente está em cartaz no Teatro Raul Cortez, em São Paulo.

A atriz Vanessa Gerbelli interpreta uma grande diva do teatro em sua juventude: Vanessa, que na trama é casada com Claudio Galvan (Claudio), que sofre com o Alzheimer e é a mais meiga?e terna?do retiro. Já Claudio é ex-mágico, equilibrista, performer, sapateador, enfim, um artista multifacetado, apaixonado por Vanessa, a quem conheceu em uma fila durante audição.

Em entrevista à Hype, Vanessa Gerbelli compartilhou sobre a preparação e os desafios que o trabalho proporciona. Para ela, a semelhança entre os pensamentos da atriz com os da personagem, é a vontade de viver. “Na peça somos todos artistas, assim como na vida. A arte é uma força criativa que rejuvenesce, que dá prazer, que nos atualiza e nos coloca sempre no momento presente. Eu penso que qualquer impulso criativo é fonte de vida. O público sente isso com a peça e sai do teatro bem estimulado”, declarou. Confira a entrevista da atriz.

HYPE: O que está sendo mais desafiador nesse trabalho?
VANESSA GERBELLI: No princípio entender e executar os movimentos limitados, costas arqueadas, joelhos frouxos que a direção pedia. Demora um pouco para a gente se acostumar. Outra coisa, produzir uma voz falada de alguém de 90 anos e que cante todas as músicas. Isso também precisa de prática. Todo o resto é pura diversão.

Como foi e está sendo a preparação para o seu personagem?
Eu me preparei pensando nas antigas divas da TV e do Teatro. Pensava muito na Eva Todor, que sempre achei uma delícia de assistir, pelo bom humor e pela doçura. Como a personagem tem Alzheimer, procurei na lembrança episódios que vivi com a minha avó, que teve uma doença parecida.

Alguma semelhança entre os pensamentos da atriz com os da personagem?
A maior semelhança é a vontade de viver. Na peça somos todos artistas, assim como na vida. A arte é uma força criativa que rejuvenesce, que dá prazer, que nos atualiza e nos coloca sempre no momento presente. Eu penso que qualquer impulso criativo é fonte de vida. O público sente isso com a peça e sai do teatro bem estimulado.

Você tem medo de envelhecer? Porquê?
Eu tinha, não tenho mais. Se é esse o caminho, quero percorrê-lo com inteligência, sabedoria e crescimento. O medo não vai levar a nada positivo e são tantas possibilidades…Tanto para se conhecer, aprender, estudar até o fim da vida. Não acham?

A comédia musical relata o problema da exclusão social na “melhor idade”. Qual sua opinião sobre o tema? Acredita que é necessário promover mais debates sobre esse assunto?
Com certeza. Sobretudo precisamos abrir os olhos para essa alienação narcisista que acontece hoje, para essa hipervalorização da juventude e da beleza. Temos que perceber que o Mercado vende a juventude e a beleza porque são atraentes, nada errado com isso. O errado é nos desvincularmos dos outros valores.

Qual expectativa com a temporada do espetáculo?
Espero que o público se divirta e saia do teatro feliz por estar vivo. É sempre maravilhoso poder oferecer esse tipo de reflexão para o público.

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