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05/05/2017 18h03 - ENTREVISTA
Sebastiana, a matriarca da família Gebram
Luciana Alves
lalves@jj.com.br
© Divulgação
Com 97 anos de idade, dona Sebastiana tem uma saúde de ferro e lucidez invejável
Dona de lindos olhos azuis e de uma lucidez inacreditável no alto de seus 97 anos, dona Sebastiana Gebram é daquelas mulheres que fazem a diferença não apenas na família, mas na sociedade. Mãe de Salim, Sérgio e Silvio Gebram e avó de quatro netos e um bisneto, ela conta que sempre se dedicou à família até ficar viúva muito jovem, aos 41 anos, e com três filhos para criar. Nunca mais quis se casar. “Casei por amor e durou até ’que a morte nos separasse’, nunca pensei em me casar novamente”, relembra.

O marido Salim Gebram era proprietário da Gebram Corretora de Seguros - que em 2017 comemorou 80 anos - mas na época era uma pequena empresa, com cerca de 6 funcionários. Corajosa, com a morte do marido dona Sebastiana assumiu a empresa e só se aposentou depois que os filhos Silvio e Salim estudaram e assumiram a corretora. Sérgio seguiu a carreira veterinária. Ela lembra que teve o apoio dos amigos, funcionários e das seguradoras que a ajudaram neste momento difícil. “Naquela época trabalhávamos com apenas 3 grandes companhias de seguro, que se prontificaram a ajudar, treinar a equipe. Os segurados e os funcionários foram fiéis e também ajudaram muito”, relembra ela grata com a ajuda de todos.

E foi assim, devido as voltas da vida, que dona Sebastiana se tornou corretora de seguros e hoje é a mais antiga profissional desta área no Brasil. Na festa em comemoração aos 80 anos da Gebram fez discurso e recebeu homenagem, mesmo sendo um pouco avessa a este tipo de reconhecimento. Simples, ela diz que adora flores, cuida de várias na chácara da família e ganha muitas de presente. Na casa que vive há mais de 20 anos no Centro de Jundiaí com um dos filhos, ela mostra vários vasos com flores que recebe dos amigos.

Aliás, mesmo sendo uma mulher à frente do seu tempo, ela conta que não aderiu ao celular, não gosta de internet e faz questão de cozinhar sua comida e cuidar das suas roupas. “Até dois meses atrás ia todo sábado bem cedo na feira, mas atualmente não tenho ido por causa de dores no joelho”, conta. Aliás, dona Sebastiana diz que vai muito pouco ao médico, na maioria das vezes por cuidado dos filhos ou ainda devido as dores do joelho ou problemas de visão. “Eles cuidam muito de mim, até demais”, brinca. Segundo ela, os médicos afirmam que sua saúde é de ferro. Nada de diabetes, colesterol, pressão alta… A saúde do corpo está tão boa quanto a mental, pois dona Sebastiana é de uma lucidez invejável.

Mãe - Dona Sebastiana lembra com carinho de quando os filhos eram pequenos. A família morava em uma casa com um grande quintal na rua Barão de Jundiaí, que estava sempre lotada de amigos. Ela lembra que eram mais de 30 crianças que brincavam no local, corriam, jogavam bola, subiam em árvores. Hoje essas crianças são pessoas conhecidas na cidade e sempre relembram com carinho esta época, quando encontram dona Sebastiana. “Naquele tempo não existia problema com drogas, violência, eles tinham muita liberdade para brincar, mas com limites”, relembra.

Sempre que fala sobre os filhos ela conta que eles são pessoas do bem e que nunca deram trabalho para ela. “Sempre gostei de cuidar dos meus filhos e hoje eles cuidam de mim”. Os dois filhos que não moram com ela, passam todos os dias em sua casa para saber como ela está. Basta uma pequena reclamação sobre uma dor, que eles já agendam médico. Aos sábados é o dia da família se reunir para almoçar com ela. Eles também não abrem mão de curtir a chácara em família e também fazer algumas viagens para a praia, quando dona Sebastiana conta, adora ir apreciando a paisagem muitas vezes repletas de árvores floridas. “Sem eles não tem graça. Gosto de ver meus filhos felizes. Eles estando felizes eu fico ainda mais feliz”, ressalta.

Por muitos anos, ela colaborou com a APAE e ainda hoje faz pequenos trabalhos voluntários fazendo crochê e pintando peças de enxoval para crianças carentes. A gratidão faz parte da vida desta mulher forte e independente. “Sou uma privilegiada. Tive uma família ótima, mãe, pai, avós. Um marido ótimo, filhos excelentes e desejo que todas as mulheres tenham filhos iguais aos meus. Todos os dias eu agradeço a Deus por eles”, talvez seja esse o segredo da vida longa e saudável de dona Sebastiana, que acreditava que morreria aos 35 anos e em março último comemorou 97 anos de vida.

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