VANDALISMO

Transporte público registra sete ocorrências de vandalismo por dia

Um levantamento da Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte de Jundiaí, feito a pedido da reportagem do JJ, revela que somente no primeiro semestre deste ano já foram registradas 250 ocorrências de atos de vandalismo nos ônibus do transporte público e outras 1.100 nos sete terminais da cidade. Os números assustam: são, em média, sete casos por dia.

Segundo a unidade, o gasto semestral com esses tipos de atos nos ônibus gira em torno de R$ 200 mil. Sem contar os terminais. Este ano, no primeiro semestre, já foram gastos cerca de R$ 30 mil em manutenção, além de melhorias em curso nos terminais da cidade, incluindo pintura, sinalização, troca de pisos, reforma dos banheiros, manutenção dos gradis e troca da iluminação do Terminal da Hortolândia, por lâmpadas de led.

Fotos: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Os atos de vandalismo mais comuns contra os ônibus, segundo o gestor Silvestre Ribeiro, são as depredações em vidros, pichações e danos às plataformas para uso de cadeirantes. Ribeiro destaca que, desde julho, Jundiaí passou a contar com 14 novos ônibus e, desses, cinco já sofreram vandalismo em menos de dois meses. “Nesta semana, mais quatro novos ônibus estarão circulando na cidade”, adianta.

Nos terminais da cidade, as principais incidências ocorrem nos banheiros, “que estão sempre com os vasos quebrados ou entupidos, além dos mictórios e válvulas de descarga, que estão sempre danificados”, descreve o gestor. De acordo com Ribeiro, os terminais Vila Arens e Central são os que mais necessitam de manutenção. “Neste ano, ambos tiveram mais de 200 ocorrências de vandalismo. Já nos terminais Hortolândia, Eloy Chaves, Colônia e Cecap foram registradas de 80 a 170 ocorrências”, contabiliza.

Segundo ele, a unidade tem realizado diversas ações para coibir o vandalismo. “A campanha ‘Projeto Cuidar do que é Nosso’ está sendo elaborada e até o final do ano entrará no calendário como projeto-piloto, direcionado para jovens e adolescentes dos ensinos Fundamental e Médio”, diz. O gestor destaca ainda que a manutenção por conta de vandalismo atrasa outros tipos de serviços. “Tudo tem um custo. Isso compromete a qualidade e os investimentos na cidade e indispõe o serviço para o uso do cidadão.”

USUÁRIOS
A dona de casa Marta Moura, de 42 anos, nunca presenciou um ato de vandalismo estando dentro de um ônibus. No entanto, acredita que tal atitude é relacionada à educação das pessoas. “Creio que isso não deve ser uma cobrança direcionada para políticos. Acho que falta consciência e educação por parte de quem pratica. Afinal, ele prejudica a todos que utilizam o transporte público”, diz.

A doméstica Terezinha de Fátima Silva, 41 anos, assídua usuária do transporte público municipal tem uma opinião semelhante. “O problema é educacional. As pessoas precisam ter consciência que os usuários são os mais prejudicados.” Os telefones 156 (Sistema de Reclamações da prefeitura) e 153 (da Guarda Municipal) estão à disposição dos usuários que observarem atos de vandalismo.

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Comentário Sobre: “Transporte público registra sete ocorrências de vandalismo por dia

  1. A grande maioria da depredação são de estudantes, pois observe que onde está a maior depredação: escolas, onibus e terminais.
    O ECA deu amplos poderes pra molecada, agora aguenta!!
    Mas educação vem da familia… aí fica dificil.

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