EM JUNDIAÍ

Apesar das ações, transporte ainda gera muitas reclamações

Atraso na chegada, veículos quebrados e lotados, motoristas que não param nos pontos de ônibus nos bairros. Essas são algumas das reclamações de usuários do transporte público da cidade que têm chegado ao Jornal de Jundiaí nos últimos dias, tanto pelas redes sociais quanto por telefone. O aumento das reclamações chamou a atenção da reportagem.

A passageira Vânia Almeida, por exemplo, procurou o jornal para relatar um problema que, segundo ela, tem sido recorrente na linha 715 (Terminal Vila Arens/Colônia via São Camilo). Segundo ela, alguns motoristas não estão parando na maioria dos pontos do bairro e também na região central, fora dos terminais. “A postura adotada pelos motoristas acontece por um motivo específico: a falta de cobradores no transporte coletivo, o que dificulta a vida dos usuários que pretendem pagar a passagem com dinheiro”, desabafa a usuária.

Já o passageiro Ednilson Pereira reclama sobre a situação das linhas 911 (Terminal Cecap/Vila Arens), a respeito do longo tempo de espera e da lotação do veículo, e 553 (Ivoturucaia/Terminal Colônia), cujos ônibus estão sempre lotados e com carros quebrados. “Todo dia vemos esses problemas por lá”, desabafa. Ainda pelas redes sociais do Jornal de Jundiaí, usuários da linha 513 (São Camilo/Vila Arens) também afirmam que os veículos estão sempre quebrados e lotados.

Em resposta para cada um dos casos, o gestor de Mobilidade e Transporte de Jundiaí, Silvestre Ribeiro, fez as seguintes considerações. “Com relação a linha 911, que hoje em dia é expressa, a partir do mês de dezembro a mesma terá paradas”, afirma. Já com relação a linha 513, destaca o gestor, no início de 2019 haverá um aumento do número de viagens e renovação da frota. “Sobre a linha 715, incentivamos que os usuários utilizem o Bilhete Único, por questões de segurança. Além disso, estamos testando um equipamento conhecido como noteiro para pagamento em dinheiro”, explica.

Estatísticas do 156
Apesar do aumento de reclamações recebidas pelo JJ, o gestor e a diretora do Departamento de Transportes de Jundiaí, Ana Paula Silva Almeida, afirmam que houve uma redução de 35% no número de reclamações, de janeiro a outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2017, por meio do canal de relacionamento oficial da prefeitura, o telefone 156.

Segundo Silvestre, de janeiro a outubro de 2017 foram registradas 4.987 reclamações sobre o transporte coletivo, sendo 67% equivalentes a itinerário, horário e conforto. “Já neste ano, no mesmo período, foram contabilizadas 3.230 reclamações, com 97% direcionadas para itinerário, horário e conforto”, descreve.  Sobre a redução, Silvestre e Ana Paula confirmam que os números são relevantes e a pasta está sensível às reclamações do usuários. “Afinal, as reclamações servem como feedback do trabalho e possibilitam mudanças e revisões nas linhas”, comentam.

O gestor também salienta que a prefeitura vem realizando um processo de revisão sobre o transporte coletivo com base nas reclamações. “Passamos a priorizar a implantação do GPS, para verificar o itinerário dos ônibus, além de câmeras dentro dos veículos, a fim de oferecer mais segurança aos passageiros”, detalhes.

Silvestre também afirma que a prefeitura adotou uma nova medida para reduzir gastos e mão de obra, substituindo o cobrador por tecnologia. “No final de 2016, 25% dos usuários pagavam com dinheiro e com a ampliação do Bilhete Único e a alternativa de pagamento com cartão de crédito e débito e também pelo celular, hoje temos 10% dos usuários que optam pelo pagamento em dinheiro.”

Além disso, Silvestre reforça que a pasta fez uma análise de quais linhas tinham o maior volume de reclamações sobre atrasos. “Selecionamos 24 que representavam mais de 60% das reclamações. Todas foram revisadas, com a mudança de itinerários, aumento ou diminuição de abrangência, implantação de novos pontos e acessibilidade no sistema”, afirma, destacando ainda que 58, dos 300 ônibus da frota, estão em processo de substituição.

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