LUTO

Atriz jundiaiense Eloísa Mafalda morre aos 93 anos em Petrópolis

A atriz Eloísa Mafalda morreu na noite da última quarta-feira (16) aos 93 anos em sua casa, em Petrópolis, Rio de Janeiro. O filho da atriz, Marcos Teixeira, confirmou que o enterro de Eloísa ocorrerá em Jundiaí, sua cidade natal. O velório foi realizado no Teatro Polytheama, mas foi fechado para o público. O enterro estava previsto para ocorrer hoje (o horário não foi divulgado), no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, no Centro. Conhecida pelos seus trabalhos na televisão, onde atuou em várias novelas e séries, Eloísa sofria do mal de Alzheimer e lutava contra problemas respiratórios há alguns anos. A atriz estava fora das telas desde 2002, quando interpretou a dona Carmem em “O Beijo do Vampiro” (Globo). Um de seus papéis mais conhecidos foi o da dona Nenê na primeira versão da série “A Grande Família”, entre 1972 e 1975.

Começou sua carreira artística no rádio. Seu irmão Oliveira Neto a convenceu a fazer um teste. Ela foi aprovada e começou a fazer radionovelas da Rádio Nacional. em seguida a atriz fez sua estreia na TV Paulista, onde ficou até a emissora acabar e ser vendida para a TV Globo. Eloísa teve uma longa carreira: foram mais de 40 trabalhos na TV Globo, entre novelas, séries e especiais. A atriz fez seu primeiro papel no cinema em 1950, no filme “Somos dois”. Já no teatro, a estreia foi em 1965, numa adaptação de “O morro dos ventos uivantes”. A atriz foi um grande nome da TV brasileira, onde interpretou papéis inesquecíveis: foi a Dona Nenê na primeira versão de “A Grande Família” (1972); a Maria Machadão, de Gabriela (1975); a inesquecível Dona Pombinha Abelha, em “Roque Santeiro (1985)”; e Gioconda Pontes, em Pedra Sobre Pedra (1992).
Seu primeiro trabalho na TV foi em 1965, em “O Ébrio”, a primeira novela das oito exibida diariamente na Globo. A partir daí, não parou mais, até 2002, quando começou a ficar com a saúde mais fragilizada. Participou de “A Grande Mentira” (1968); “A Cabana do Pai Tomás” (1969); “Pigmaleão” (1970); “A Próxima Atração” (1970); “O Cafona” (1971); “Bandeira 2” (1971); “O Bofe” (1972); “Gabriela” (1975); “O Grito” (1975); “Saramandaia” (1976); “Locomotivas (1977)”. No mesmo ano, viveu Consolação em “O Astro”; em 1978, fez “Pecado Rasgado”.

Participou de diversas produções, como “Marrom Glacê” (1979); “Água Viva” (1980); “Plumas e Paetês” (1980); “Brilhante” (1982); “Paraíso’ (1982); “Champagne” (1983); “Corpo a Corpo” (1984); “Roque Santeiro” (1985); “Hipertensão” (1986); “O Sexo dos Anjos” (1989); “Araponga” (1990); “Pedra Sobre Pedra” (1992); “Mulheres de Areia” (1993); “Quem é Você” (1996); “Por Amor” (1997); “Meu Bem Querer” (1998); “Porto dos Milagres” (2001). Seus últimos trabalhos na TV foram nas novelas “O Clone” (2001) e “O Beijo do Vampiro” (2002), além de episódios do seriado “Brava Gente”, entre 2000 e 2002. Os convites para voltar foram muitos, mas a artista não pôde aceitá-los. Na época da última novela, já não conseguia decorar os textos e decidiu sair de cena diante da perda de memória. Ela vivia com a filha Mirian, em Petrópolis.

LUTO
Mafalda Theoto nasceu em 18 de setembro 1924, em Jundiaí. Foi nadadora e abandonou a carreira após ser impedida pelo pai de disputar as Olimpíadas de Berlim, em 1938. Ela deixa dois filhos, dois netos e dois bisnetos. Amigos e familiares foram às redes sociais para prestar homenagens à atriz. “Foi a primeira mulher que me pegou no colo. Sim! Antes de me colocarem no colo da minha mãe, ela me pegou da mão da obstetra e disse: É meu neto! Nosso amor sempre foi explícito”, postou o neto Marcelo Berro em mensagem no Facebook. O Governo de São Paulo divulgou nota de pesar lamentando a morte da atriz. “O Brasil sentirá muita falta de Eloísa Mafalda, uma de nossas mais queridas atrizes. O bom humor era uma das características mais marcantes na personalidade dessa paulista, que costumava dizer que “era infeliz e não sabia’, quando falava sobre as dificuldades da infância pobre em Jundiaí, sua cidade natal. Eloísa seguirá presente na memória de todas as gerações que tiveram o privilégio de vê-la atuar. Meus sentimentos e orações aos familiares e amigos”, assinou o governador Márcio França.

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5 pensamentos sobre “Atriz jundiaiense Eloísa Mafalda morre aos 93 anos em Petrópolis

  1. Pena q as pessoas q o cercam tratam como se fosse um objeto e nao deixam se aproximar…..se ela é d jundiai pq os conterraneos nao podem dar um adeus

  2. Nos tempos antigos da escola, pois a mesma nasceu no mesmo ano que minha mae e foram amigas de sentar no mesmo banco! Minha maae tinha orgulho de te-la tido como amiga, mas hoje eu me entristeco, pois o entrarao pessoas marcadas, nao era aberto ao publico, iso nos deixa triste, pois como poderemos homenagea-la?

  3. Pessoa pública que levou o nome de Jundiaí à todo o país. Com personagens marcantes, trabalhou em novelas no período de ouro da teledramaturgia. Até hoje em dia, é possível vê lá em algumas edições de internet, onde “aparece assustada defronte da TV”, cena esta retirada da novela Roque Santeiro. Que tenha o descanso merecido.

  4. JUNDIAIENSE …… sempre fazia um elogio a sua cidade natal……protagonizou grandes trabalhos no teatro ,cinema e televisão …particularmente gostei demais de seu trabalho na novela ROQUE SANTEIRO ….mulher do prefeito ……vá com deus Mafalda Theoto….HELOISA MAFALDA

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