TRATAMENTO

Cresce 47% número de atendimentos no Caps-AD em Jundiaí

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps-AD), que oferece atendimento a dependentes de álcool e outras drogas, registrou aumento de 47% no número de procedimentos neste ano. Levantamento feito pela Prefeitura de Jundiaí, a pedido da reportagem, mostra que de janeiro a junho deste ano foram realizados na unidade 22.331 procedimentos, contra 12.562 no mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com o levantamento, o Caps-AD conta hoje com cerca de 1.090 usuários com prontuários ativos. Entre eles está Cléber (nome fictício), de 34 anos, que frequenta a unidade há 5 anos. “Sou dependente de cocaína, crack e álcool há 19 anos. O vício é um refúgio para a minha solidão. Meu amparo é aqui, onde sou muito bem atendido e sonho um dia mudar a minha história, abandonar o vício, formar a própria família e transmitir as lições da vida para os mais jovens”, afirma.

De acordo com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, o Caps-AD opera com funcionamento 24 horas, tendo condições de oferecer aos usuários, nos momentos de agravamento do quadro, a hospitalidade integral, com permanência diuturna no equipamento. A taxa de ocupação média dos leitos de internação é de aproximadamente 95%. Ainda conforme o levantamento, 75% dos atendidos no Caps-AD são homens e 25%, mulheres. O consumo de múltiplas drogas (álcool, maconha e cocaína) é responsável por 47% dos atendimentos.

A Unidade de Gestão também detalha que recentemente, a partir da habilitação junto ao Ministério da Saúde, o município promoveu a repactuação do convênio do Consultório na Rua, o que possibilitou adequar a equipe de profissionais existentes, ampliando-a, garantindo a manutenção da equipe prevista para modalidade e, consequentemente, ampliando o escopo de ações desta equipe.

Acolhimento
Esta semana, o governo federal anunciou a ampliação do programa de acolhimento de dependentes químicos em comunidades terapêuticas. Foram liberados R$ 90 milhões para a ampliação do número de vagas de 6 mil para 9,4 mil. Questionada sobre a possibilidade de Jundiaí ser beneficiada com essa liberação, o Departamento de Vigilância em Saúde explica que não há comunidades terapêuticas com licença de funcionamento em Jundiaí.

“Neste momento, apenas uma comunidade terapêutica do município deu entrada no processo, visando sua regularização junto à Vigilância Sanitária”, diz a prefeitura, em nota, destacando que “este processo de regularização junto aos órgãos competentes é fundamental para garantir minimamente a qualidade da assistência prestada”.

Foto: RUi Carlos

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