Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Do clássico ao rock, Projeto Guri é fábrica de talentos

CARLOS SANTIAGO | 09/09/2018 | 05:10

Biancka passa as tardes de segunda-feira no Projeto Guri, aprimorando-se ao violino. Às quartas, a jovem (de 17 anos) se dedica aos ensaios da Escola Municipal de Música de São Paulo. Às quintas, volta a ser vista no Guri. Já nas sextas, participa de uma atividade de prática de coral. Aos sábados, ensaia com os companheiros da Orquestra Filarmônica de Valinhos. A jovem participa, ainda, de um grupo circense. Ah: e aos domingos ela se diverte tocando na Orquestra do Rock e em cerimônias na Paróquia Dom Bosco, no Eloy Chaves.

É ou não alguém que, como diz o crítico musical e historiador cultural Zuza Homem de Mello, tem música nas veias? Biancka Faria Silva de Souza é natural de Alfenas (MG), mas veio ainda menina para Jundiaí. No caso dela, dizer que tem “música nas veias” é mais que um chavão. O bisavô (José) era saxofonista. A mãe (Renata) é cantora. O pai (Leandro) tocava bateria. Dois irmãos já estão no Projeto Guri: Igor toca sax enquanto Lucas (mais novo) participa das aulas de iniciação musical.

Biancka procurou o Guri interessada na flauta, mas foi para o coral. Ficou esperando, esperando pelas inscrições do instrumento – que não abriram. Aí, foi para o saxofone, instrumento que é uma espécie de paixão da família. Aprendeu a tocar, ao mesmo tempo em que começava a ler partituras. Finalmente, apareceu uma oportunidade para iniciar o curso de flauta – mas a vida dela mudou, de verdade, quando foi apresentada a um vídeo da norte-americana Lindsey Stirling – e acabou fisgada.
“A Lindsey compõe, canta, dança.

Cada música dela traz um sentimento diferente”, conta. Biancka se deixou levar pelo violino – e por Lindsey – e cresceu tanto no instrumento que passou no teste e ganhou uma vaga no Grupo de Referência do Projeto Guri. Continuou mostrando dons e personalidade – até assumir a posição de spalla (primeiro-violino).

Com destaque em Jundiaí, ela fez um teste, no final de 2017, para a Escola Municipal de Música de São Paulo, que passou a integrar. Enquanto tudo isso acontece, Biancka ensaia para se apresentar, em novembro, no Polytheama, num espetáculo que vai unir clássico e rock.
Quem também desponta no cenário regional é o trompista Kaíque Vareiro Quintino, 14 anos. Ele surgiu no Guri, onde começou há cinco anos. Já está na Orquestra Jovem, se apresenta pela Sinfônica de Jundiaí e começou a participar da Escola Musical do Estado de São Paulo. “Quero seguir carreira como músico”, diz o jovem que admira o trompista alemão Stefan Dohr.

Exemplo
Os dois jovens seguem, assim, os passos da maestrina Cláudia Feres – que começou a estudar piano aos 4 anos com a mãe (Josette), passando depois para a flauta transversal. Com oito anos, Cláudia já organizava os próprios grupos para tocar – e fala, sem medo de errar, de outros nomes que, em breve, estarão na cena musical, como Alan Sanchez (violoncelo); Giovanni Melo (viola); Bárbara Souza (viola, atualmente na Alemanha); e Guilherme Santana (também da viola).

T_DSC_7911


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/do-classico-ao-rock-projeto-guri-e-fabrica-de-talentos/
Desenvolvido por CIJUN