NA CIDADE

Em Jundiaí, cerca de 27 mil pessoas têm diabetes

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes relatam que já são 12 milhões de brasileiros com a doença, incluindo crianças e adultos. Não é à toa que o tema da campanha deste ano para o Dia Mundial do Diabetes, celebrado neste 14 de novembro, é “A Família e o Diabetes”, segundo informa a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD).

Em Jundiaí, de acordo com a Unidade de Gestão de Promoção de Saúde, da prefeitura, são cerca de 25 mil adultos com diabetes tipo 2, prevalente na faixa etária acima dos 20 anos, que no município totaliza 266.500 habitantes. Já com diabetes tipo 1, que prevalece entre crianças e adolescentes, os casos representam de 5% a 10% do total de diabéticos tipo 2, ou seja, entre 1.250 e 2.500 crianças ou jovens. Ao todo, são cerca de 27,5 mil pessoas com diabetes na cidade, ou cerca de 7% da população.

Com base nesses números, várias ações e atividades são realizadas nas unidades básicas de saúde (UBSs) ao longo do ano para conter a doença ou diagnosticá-la o mais cedo possível. De acordo com a enfermeira Nilce Botto Dompieri, as pessoas precisam estar mais informadas sobre sinais e sintomas do diabetes, como por exemplo, se estiver urinando muito, apresentar cansaço muscular, e até perda de peso.

“O diagnóstico é muito tranquilo e quando se faz o teste é possível verificar a alteração na glicemia. A partir daí o paciente é encaminhado para um exame de sangue para exames mais precisos. Assim é possível saber que tipo de tratamento se dará dali em diante”, orienta Nilce.

Segunda ela, a mudança de hábito ajuda, e muito, a prevenir qualquer tipo de doença. Comer menos e exercitar mais faz toda a diferença. “As pessoas não podem confundir certas incomodações com a idade. É preciso procurar ajuda cedo, em especial as crianças para que o tratamento seja o mais correto possível.”

Para ajudar na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado, a porta de entrada para o atendimento e encaminhamento pele rede municipal é por meio das UBSs. Já as crianças deverão ser encaminhadas ao Hospital Universitário (HU). Para lembrar a data, este ano cada unidade de saúde programou atividades temáticas de conscientização sobre a doença, como caminhadas, bate-papo para orientação e mutirões de testes de glicemia capilar.

DADOS
Entre 2006 e 2016, o número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8%. Isso significa que a doença passou a atingir de 5,5% para 8,9% da população. Entre as mulheres, o índice é de 9,9% e, entre os homens, de 7,8%. Os dados são da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

Segundo explica a nefrologista Maria Gabriela Rosa, o diabetes afeta diversos órgãos e é fator de alto risco para enfarte e perda irreversível das funções dos rins, maior causa de cegueira hoje no País e responsável por um grande número de amputações de membros inferiores.

“Apesar dessas graves consequências, uma pesquisa divulgada em julho deste ano mostrou que apenas um em cada quatro brasileiros considera o diabetes uma doença grave, mas já pode ser considerada uma epidemia e a mortalidade vem crescendo nos últimos anos. Metade dos diabéticos, porém, não sabe que tem a doença e deixa de fazer o controle adequado”, comenta.

O diabetes pode ser diagnosticado por vários meios, como o teste da picada do dedo (normal até 200 mg/dL a qualquer hora do dia); exame de sangue da glicose com jejum de 8 horas (normal até 99 mg/dL); teste tolerância à glicose (normal até 140 mg/dL 2 horas após o exame e 199 mg/dL até 4 horas); e hemoglobina glicada (normal até 5,7%).

Foto: Rui Carlos

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