ESPECIAL DIA DAS MÃES

Especial: Mãe cabe em todos os gêneros

 

AMOR APÓS O PRIMEIRO ULTRASSOM
Ser mãe na adolescência é um grande desafio. Conciliar os estudos, o trabalho e a tarefa de cuidar de uma criança exige esforço e dedicação. A jovem Juliana Silva, de 19 anos, conta que a notícia da gestação foi um susto, não só para ela, mas para seus pais. “Só caiu minha ficha quando eu fiz o primeiro ultrassom e me dei conta de que tinha um coraçãozinho batendo ali dentro”, conta a recém-mãe coruja. Com a chegada da pequena Sofia, a vida de Juliana mudou drasticamente: trocou a vida agitada das festas pela rotina com a filha. Conta que desde os lugares que frequentava até seus afazeres diários foram priorizados: “Para mim, vem sempre a Sofia primeiro, e depois eu”. A jovem ainda não retomou a rotina de estudos, e tem ido para faculdade apenas para fazer as provas. No trabalho está de licença-maternidade, mas só de pensar em ter que deixar a filha em casa daqui a alguns meses para ir trabalhar, o coração aperta.
A mãe de primeira viagem conta que a experiência mudou todos os conceitos que tinha sobre o amor.“A gente pensa que já amou, mas só quando se tem um filho é que a gente descobre verdadeiramente o que é amar”, alega, já planejando os próximos filhos, “mas só daqui uns dez anos”, complementa, brincando.

 

 

“O MUNDO ESTÁ EVOLUINDO” “O mundo está evoluindo”. É com essa frase que Gláucia Lopes mede a importância de ser mãe em 2018. Ela se preocupa com a forma que as pessoas tratam o seu filho nas ruas, praças, shoppings, qualquer coisa que ele queira fazer. “Quando ele me contou a opção sexual dele, não vi nenhum problema. Mas vejo muita gente despreparada para isso”, conta. Gláucia entende que o tema está sendo muito debatido atualmente. “As pessoas estão batendo muito nessa tecla da diversidade. O homossexual é uma pessoa normal, como qualquer outra. Por que um menino não pode chegar em casa e falar que tem um namorado? As mães aceitam o seu filho, a mãe protege”, diz a policial militar. Victor, que tem 24 anos, destaca a figura presente da mãe. “Minha mãe foi bem guerreira, sempre me ajudando em tudo. Acho que ser filho dela é muito bom por ter uma figura forte pra se inspirar”, revela o jovem. “Temos conflitos como qualquer relação entre mãe e filho, mas nos admiramos muito”, afirma.

 

 

 

 

 

 

CONTRA O PRECONCEITO, A FAVOR DO AMOR O preconceito pode matar, mas elas aprenderam a se proteger. Como tem que ser. O casal Renata Longui e Fábia Simões, casadas, tem dois filhos adotados: Carlos Henrique e Giovana. Para vencer o preconceito com elas e as crianças, Renata e Fábia aprenderam a agir antes que qualquer tipo de olhar diferente comece a acontecer. “Na escola, nos cursos, nos esportes que eles fazem, sempre conversamos antes e deixamos bem claro a formação da nossa família. Entendemos que a partir dessa atitude, tudo fica mais leve”, conta Renata, de 40 anos. Giovana e Carlos Henrique são irmãos de sangue e foram adotados pelo casal aos 6 e 7 anos, respectivamente. “Foi feito um trabalho com o fórum e o abrigo e, desde o começo, foi trabalhado essa questão com a gente e com eles. Foi tão natural que dizemos sempre que nasceram para ser nossos”, afirma Renata. “Ser mãe é um dom. Um dom de amar seus filhos não importando que Deus nos deu. Somos outras pessoas com o nascimento das crianças. Somos pessoas melhores com um amor infinito”.

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