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Megaoperação contra pornografia infantil busca suspeitos em Jundiaí; 76 foram presos em SP

Policiais civis de 24 estados e do Distrito Federal cumprem nesta quinta-feira (17) 579 mandados de busca e apreensão contra suspeitos investigados por disseminar conteúdo de pornografia infantil na internet. A operação está sendo realizada também em Jundiaí, mas não se sabe ao certo quantos mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. A ação integra a segunda fase da operação Luz da Infância e é coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que está sob o comando do ministro Raul Jungmann. Balanço parcial da pasta da segurança aponta que 132 suspeitos foram presos em todo o país até o final da manhã. Os mandados da operação são de busca e apreensão, mas quem é pego com o material pornográfico está sendo preso em flagrante. Em São Paulo, são 76 presos, mas ainda não há dados sobre a cidade.

Os suspeitos foram monitorados nos últimos quatro meses pela diretoria de inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública com base em dados coletados em ambientes virtuais. Segundo a diretoria, os dados apresentavam “indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”. As informações obtidas foram, então, passadas para as polícias civis de todos os estados, que instauraram inquéritos e pediram à Justiça autorização para executar os mandados de busca e apreensão que vieram à tona nesta quinta. Cerca de 2.625 agentes estão nas ruas. Os suspeitos detidos em flagrante estão sendo levados às delegacias de proteção à criança e crimes cibernéticos dos estados envolvidos. Só no estado São Paulo, os agentes buscam cumprir 166 mandados. Destes, 95 foram expedidos na capital paulista.

PRIMEIRA FASE
Na primeira fase da megaoperação, realizada em outubro do ano passado, os agentes prenderam 112 suspeitos em 24 Estados, além do Distrito Federal -Amapá e Piauí não participaram na ação porque não tiveram tempo hábil de concluir as investigações. No total, foram identificados mais de 151 mil arquivos com conteúdo de pedofilia -cenas de sexo explícito com a participação de crianças- que eram compartilhados entre os suspeitos. A lei diz que apenas armazenar esse tipo de material já configura crime. Os suspeitos tanto armazenavam quanto compartilhavam esse material. Em alguns casos, também o produziam. A operação ocorreu após seis meses de investigações, feitas em parceria com órgãos norte-americanos (caso da Embaixada dos Estados Unidos e da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília) e agências de inteligência de polícias judiciárias estaduais. Segundo o ministério, o nome da operação “Luz na Infância” foi escolhido por serem “bárbaros e obscuros” os crimes contra a dignidade sexual de adolescentes e pelos acusados agirem “nas sombras da internet”.

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