PÁSCOA

Pais e filhos mantêm vivas as tradições da Páscoa dentro de casa

Enquanto para os adultos e religiosos a Páscoa significa vida nova, para a criançada a data é sinônimo de brincadeira. Isso porque, independentemente de sua simbologia, muitas famílias ainda mantêm as tradições lúdicas com seus filhos através da espera do coelhinho. Para Andrea Souza Bonafé, de 47 anos, os costumes pascais são passados de geração a geração. Quando criança, sua mãe fazia caça aos ovos de chocolate no domingo de Páscoa, e hoje Andrea mantém a prática com sua filha Lia Sofia, de 7 anos. “Em casa a gente sempre ensinou essa lado da fantasia para a Lia. O pai dela teve durante a infância, eu tive também e me divertia. Agora a Lia brinca com as priminhas”, conta. Na casa de Giulia Almeida, de 23 anos, as brincadeiras de Páscoa já se tornaram um ritual. Todo ano ela pinta patinhas de coelho no chão e espalha pistas pela casa para que o irmão Arthur Alexandre Almeida, de 8 anos, encontre os ovos de chocolate. “Quanto mais magia há em torno da criança, mais diversão atraímos para nós mesmos, e é por isso que aqui em casa nossa infância nunca morreu”, afirma a jovem que acredita que o irmão está na melhor fase da vida.

Mas devido à religião, alguns pais decidem abster o lado mitológico da data. Mesmo sendo presbiteriana, Márcia Goes, de 37 anos, foi contra essas imposições e decidiu contar para a filha Amanda, de 4 anos, a história do coelhinho. “Fui criada em um lar evangélico e eles não são a favor dessa ideia de “coelho da Páscoa”, mas eu acho importante a criança ter o conhecimento lúdico”, explica Márcia. Mas nem só em casa o significado da Páscoa é construído, o ambiente escolar também é parcialmente responsável pela concepção da data adquirida pela criança. “Na semana da Páscoa nós trabalhamos dinâmicas que remetam à sua simbologia. Não é só ganhar o ovinho e comemorar a data. A gente trabalha a questão da vida nova, entendemos a Páscoa como um renascimento”, alega a coordenadora de Educação Infantil do Colégio Divino Salvador, Lia Mara dos Santos, valendo-se que é importante ir além do significado capitalista. “Nós trabalhamos com as crianças os verdadeiros valores. Resgatamos a importância da solidariedade, do respeito e do perdão”, completa.

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