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Procura por bicicletas cresce 50% em Jundiaí após paralisação dos caminhoneiros

A comercialização de bicicletas foi intensa em Jundiaí durante e depois da paralisação dos caminhoneiros e também pelas constantes altas do preço da gasolina. Em uma loja deste segmento na cidade, o vendedor Galeno Alfano Cipriano Guimerans calcula que a procura no mês de maio teve aumento de 50%, comparado ao mesmo período de 2017. “Muitas pessoas optaram pela bicicleta como um transporte alternativo aos carros, principalmente para ir trabalhar”, afirma. Exemplo desse cenário pode ser resumido pelo depoimento do mecânico Renato Paiva Saldanha, de 27 anos, que reside no Jardim Felicidade, em Várzea Paulista, e trabalha no Centro de Jundiaí. “A princípio, optei por usar a bicicleta para economizar o dinheiro que seria usado com a gasolina do carro. Mas percebi que consegui me deslocar com mais facilidade, ganhando tempo no trajeto de ida e volta para a casa”, diz.

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Outro trabalhador que acompanhou a tendência do último mês foi o mecânico Francisco Silvério, 49, que também mora em Várzea Paulista e trabalha na região central de Jundiaí. “Ao utilizar a bicicleta cheguei mais rápido ao trabalho e poupei cerca de R$ 20 por dia, que seriam gastos com gasolina”, afirma. Questionado sobre o investimento para aqueles que desejam comprar uma bicicleta para o uso diário, Galeno ressalta que o gasto médio gira em torno de R$ 2.300, somando os equipamentos de segurança, como capacete, pisca de alerta e roupa específica. Sobre os desafios de utilizar a bicicleta diariamente na cidade, Renato elenca alguns aspectos. “O trânsito é o meu maior receio, pois a circulação de veículos é grande e a maioria dos motoristas não sinaliza direito”, destaca.

CICLOVIA
Sobre o incentivo à população quanto ao uso de bicicletas, a Prefeitura de Jundiaí, por meio da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, informa que a cidade conta atualmente com 7,2 km de ciclovias de mobilidade (4,2 km na avenida Antonio Pincinato, entre o Retiro e o Eloy Chaves; 1,8 km na avenida Caetano Gornati, no Engordadouro; 0,3 km no viaduto do Córrego das Valquírias; e 0,6 km nos viadutos da avenida 9 de Julho. Além disso, afirma que existem cerca de 50 km previstos em projetos que estão em diversos estágios de detalhamento. Um deles está relacionado com o traçado do Bus Rapid Transit (BRT).

Na nota oficial, a prefeitura também destaca a existência das ciclovias de lazer ou internas aos parques, não consideradas para a mobilidade, como no Parque Engordadouro, Parque da Cidade, Jardim Botânico, Parque Tulipas e Vale Azul. Sobre o Parque da Cidade, a prefeitura lembra do programa de aluguel de bicicletas para circulação interna e explicou que o município não conta com programa de compartilhamento de bicicletas. Por fim, declara que Jundiaí possui Plano Cicloviário e que o mapeamento consta no Plano Diretor – Lei 8.683/2016, como anexo (MAPA 13), disponível no site: https://geo.jundiai.sp.gov.br/geoportal/

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí

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