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Roubo de cargas cresce 68% em Jundiaí

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 17/04/2019 | 05:00

O roubo de cargas em Jundiaí vem crescendo. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), nos dois primeiros meses de 2019 foram registrados 27 delitos dessa natureza. Em comparação ao mesmo período do ano de 2018 houve um aumento de 68% sendo 16 registros da infração.
Basta conversar com alguns caminhoneiros e é possível notar uma semelhança, quase todos já sofreram situação de risco durante entrega de mercadoria. Maurício das Neves Cardoso, que veio para Jundiaí entregar produtos a uma rede de supermercados, conta que nunca foi assaltado. Mas já foi perseguido. “Percebi que estava sendo seguido e por sorte consegui parar em um posto da polícia. Cheguei ao meu destino sem maiores problemas. Está difícil trabalhar nesse setor e se eu pensar que vou ser assaltado não saio de casa”, afirma.
Para evitar prejuízos, as transportadoras estão investindo em meios que aumentem a segurança durante o transporte. Maurício conta que após o aumento das estatísticas, as cargas estão sendo escoltadas até os destinos. “Essa medida acaba tornando o serviço mais caro mas é um método de tentar intimidar os criminosos. Outra coisa importante é o uso de rastreamento. A empresa que contrata os serviços rastreia toda a viagem, assim eles têm controle da hora de saída e chegada e do trajeto que o caminhão faz”, explica.
o Caminhoneiro acredita que os ladrões são oportunistas e conhecem as vítimas. “Eles são experientes, sabem os horários e o tipo de carga. Aproveitam o melhor momento para abordar os caminhoneiros”, conta. Atualmente, a carga mais visada é a de bebidas alcoólicas. “É um produto de venda fácil. Os bandidos se livram com rapidez da mercadoria e ficam com os lucros do roubo”, afirma Maurício.
O delegado da Delegacia de Investigações Gerais de Jundiaí (DIG), Ruiter Martins reforça a diferença de roubo e furto de cargas. “É considerado roubo quando os criminosos levam toda a carga, geralmente com o caminhão junto. Furto é quando eles pegam alguns itens da carga”, explica. Segundo o delegado, outro fator para o aumento da estatística é o interesse dos bandidos pelo cavalo do caminhão. “Muitas vezes encontramos a carga abandonada em locais afastados, o que significa que os criminosos não tinham interesse na mercadoria”, ressalta.
A DIG é a delegacia especializada em fazer a investigação desses crimes justamente por conta das características comuns que apresentam. “Roubo de carga é um crime organizado, tem sempre uma quadrilha, possui um centro de distribuição e um receptador grande. A DIG Jundiaí vai continuar investigando os casos da cidade”, diz o delegado.

AUJ
Nos dois primeiros meses de 2019, as demais cidade do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) não registraram casos significativos de roubo de cargas. Em Jarinu foram 3, Cabreúva e Itupeva registraram 2 cada uma e Campo Limpo Paulista, Louveira e Várzea Paulista tiveram apenas 1 caso por cidade.

ROUBO DE CARGA MAURICIO DAS NEVES


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