TERAPIA COMPORTAMENTAL

Técnica de massoterapia é alternativa contra o tabagismo

Proporcionar a consciência corporal e ajudar a aliviar as dores do corpo são alguns dos objetivos da massoterapia, técnica não invasiva, que tem contribuído na vida de muitas pessoas que desejam se libertar de diversos hábitos, entre eles o tabagismo.

Desenvolvida em vários ambientes, essa terapia comportamental se destaca nas empresas médicas, junto às equipes multidisciplinares, além de estar presente em Unidades Básicas de Saúde, hospitais e spas.

De acordo com a docente do curso Técnico de Massoterapia do Senac Jundiaí, Paula Cristina Alves dos Santos Machado, a partir da consciência corporal, a massoterapia pode ajudar em qualquer tipo de desequilíbrio. “Algumas técnicas não trabalham com patologia. Por exemplo, a visão oriental e as técnicas que seguem não entendem a patologia como doença, mas como sinais de sintomas de desequilíbrio”, descreve.

Segundo a especialista, as pessoas procuram a massoterapia com uma queixa principal e física, pois ninguém imagina que as dores fazem parte de uma somatória de emoções e daquilo que se vive. “A massagem ajuda neste processo da consciência corporal e a pessoa vai percebendo que aquela dor se intensifica quando está triste ou a crise da enxaqueca se manifesta quando está com raiva, ou seja, tem tudo haver com o emocional e os hábitos de vida”, explica.

Paula ressalta ainda que a manifestação da dor tem o lado positivo. “É a única maneira do corpo conversar com a pessoa, ou seja, por meio da dor é possível iniciar um tratamento”, comenta.

Sobre os hábitos de vida, Paula reforça que existem diferentes recomendações para ajudar as pessoas. “Na verdade existem pontos no corpo, que não precisariam fazer uso de medicação e podem ser estimulados, como os pontos auriculares. É possível trabalhar com a questão do vício, que normalmente é um escape da tristeza ou algo emocional, desta forma”, explica.

A aluna do curso Técnico de Massoterapia do Senac Jundiaí, América Tamara Cabezas Mora, realiza um projeto de estudo de caso, por meio da terapia complementar, com foco no tabagismo, um hábito ligado diretamente ao comportamento.
Através deste projeto, ela tem ajudado a dona de casa Silvia Moreira, de 55 anos, a tentar se libertar do vício do cigarro, com aplicações de ventosas, shiatsu e auricoloterapia.

“Eu fumei por 41 anos, mas ao longo deste período nunca consegui parar mesmo. Através do método de massoterapia, desenvolvido com diversas técnicas, que ajudam tirar a ansiedade, iniciei o tratamento no dia 17 de setembro e estou há 26 dias sem fumar”, comenta. Ela afirma que o processo é emocional, como se vivesse uma espécie de luto. “O cigarro foi meu companheiro. Estou me despedindo dele e do apoio que me deu em todos estes anos.”

Por sua vez, América afirma que o trabalho é magnífico. “Afinal, já foram realizadas cerca de 10 sessões com a Silvia e através da técnica ela está podendo enxergar a situação e olhar para si mesma. Creio que ela possa se libertar do tabagismo, através das suas escolhas”, resume.

Preocupante

O Brasil é um dos primeiros países a adotar medidas mais duras contra o tabagismo. Ao longo da história foi a segunda nação a incluir imagens de advertência nas embalagens de cigarro. Além disso, é considerado um dos primeiros a banir expressões como ‘light’ e ‘suave’.

No entanto, na atualidade está ficando para trás, conforme relatório do Cigarette Package Health Warnings: International Status Report, da Sociedade Canadense de Câncer, apontando que em 2016 ocupava a 41ª posição, referente a questão de advertências do produto em suas embalagens e hoje caiu para a 53ª posição no ranking geral.

Foto: Rui Carlos

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