MANIA NACIONAL

Troca de figurinhas da Copa lota praças

O Brasil lidera o ranking dos países que mais compram figurinhas do álbum da Copa do Mundo de futebol, segundo levantamento da editora Panini. E os jundiaienses, de todas as idades, têm ajudado o País a honrar esse pódio, lotando as praças e bancas da cidade para a troca dos cromos.

O estudante Gianlucca Colasanti, de 13 anos, começou a colecionar há menos de um mês e está com sorte: até agora não tirou nenhuma figurinha repetida. “Eu compro em média cinco pacotinhos por semana, e assim que eu tiver repetidas, vou começar a trocar com os meus amigos da escola”, conta o jovem que ainda não completou nenhuma seleção mas se mostra animado.

Assim como Gianlucca, Leandro Marcelino colou sua primeira figurinha há um mês. “Comecei faz pouco tempo, mas já completei a seleção da Colômbia, da Espanha, e estou quase completando as outras, mas a maioria ainda falta o escudo”, conta o estudante de 13 anos, que espera completar o álbum antes do início dos jogos da Copa.

Mas enquanto alguns ainda estão começando, outros já estão no enésimo álbum. Como o colecionador Elci Tavares Ferracini Filho, de 41 anos. “Na copa de 2014 eu completei seis álbuns. Este ano, completei dois até agora, um para mim e outro para o meu filho”, conta ele, frisando que “cada um tem que ter o seu álbum, porque coleção é um bem individual”.

Para os colecionadores, não há preço que pague o gosto de um álbum completo. Nos postos de troca, os cromos dourados são os mais procurados e chegam a ser vendidos por até R$ 10 cada.

São justamente as figurinhas douradas que faltam para Ivete Maria de Oliveira, de 42 anos, completar o álbum que está tentando completar para seu neto, de um ano. “Ainda faltam 12 figurinhas, todas douradas”, diz ela, enquanto abria, frustrada, mais um pacotinho só com cromos repetidos. “Das 80 figurinhas que comprei esta semana, apenas quatro eram douradas.”

NOSTALGIA

Luiz Carlos Alberto Manuel, de 60 anos, chegou ontem na praça de trocas exibindo o álbum da Copa de 1958, seu xodó. “Esse foi o primeiro álbum da Copa que completei. Já teve gente pedindo pra comprar, mas por esse eu tenho apelo sentimental”, conta.

Para ele, o álbum representa mais do que a meta de conseguir completar todas as páginas: é um item guardado com carinho, que traz a nostalgia da infância. “O momento em que você abre o pacotinho de figurinha, vê se elas são ou não repetidas, e depois a sensação de completar o álbum, são as melhores partes de ser colecionador. A criançada de hoje não tem o mesmo cuidado que a gente, eles não entendem que o álbum é um item de colecionador, e que daqui há alguns anos será uma relíquia”, argumenta Luiz.

Luciano Capatto, de 50 anos, comanda a Banca das Pitangueiras e assiste de perto os encontros para a troca de figurinhas. “Todo domingo e feriado a praça lota. Tem gente trocando o dia todo, e não tem restrição etária, é uma galera bem eclética, desde os pequenos até os idosos”, conta.

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2 pensamentos sobre “Troca de figurinhas da Copa lota praças

  1. E sabe o que é pior ? Em vez de autorizar o estacionamento de veículos aos finais de semana junto da praça, e estimular a pratica, a prefeitura prefere mandar os “amarelinhos” irem até a praça multar os veículos estacionados “na rua”

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