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Jundiaí, 12 de dezembro de 2017
03/01/2016 21h00 - DIA MUNDIAL DO BRAILE

Acesso ao braile ainda é restrito e pede avanço

© Elton Oliveira
Atleta paralímpico, Jonathan Santos lembra que há poucas traduções para braile
No Dia Mundial do Braile, nesta segunda-feira (04), além das conquistas obtidas por meio do instrumento de leitura tátil, são lembrados também os desafios para que o sistema se torne ainda mais acessível aos deficientes visuais. Na opinião de Jonathan Jacinto dos Santos, corredor paralímpico em Jundiaí, 28 anos, que adquiriu a cegueira dos dois olhos há três anos, o braile é importante para todo deficiente, mas poucos têm facilidade para ter o benefício.

“Sou professor de educação física formado e, durante a faculdade, precisava de um amigo para me ajudar. O acesso se torna difícil porque uma máquina de braile é cara e são poucos os órgãos públicos que oferecem informações em braile”, diz Jonathan. Segundo ele, é necessário que as pessoas aceitem a necessidade do braile em qualquer segmento.

Para ter livros no sistema, por exemplo, durante a faculdade, Jonathan tinha que mandar traduzir. “Não há livros da minha área em braile. A tradução é feita em fundações específicas e demora de três a seis meses para ser feita”, argumenta. “O braile abre muitas portas, mas a questão ainda é ser acessível”, reforça. Por outro lado, a realidada desafiadora do braile tem sido atenuada em Jundiaí. Oftalmologista para casos de visão subnormal do Instituto Luiz Braille, Érika Kobori diz que o sistema, hoje, permite alfabetização a muitas crianças e auxilia pacientes que adquirem a deficiência. No instituto, aliás, os atendidos têm acesso à máquina que datilografa em braile. “Traduzimos livros e apostilas para que o paciente possa estudar em casa.”

Érika reconhece que uma minoria faz tradução para braile. “Existe um desrespeito. Até mesmo para quem tem baixa visão, as letras são muito pequenas com pouco contraste. Precisamos de mais recursos e tudo depende da dedicação e boa vontade para olhar a deficiência”, afirma a médica.

Segundo Érika, por semana, há dez novos casos de deficiência visual para atendimento no Instituto Braille, gratuito. “Atendemos 16 cidades da Região e há uma demanda grande. Os casos de deficiência adquirida são ainda os mais comuns, mas houve também aumento no encaminhamento de crianças com deficiência congênita porque houve melhora na triagem para diagnóstico.”

Os casos de deficiência visual adquiridos geralmente estão associados às consequências da diabetes, glaucoma ou cataratas maltratadas, diz Érika. Doenças hereditárias ou infecciosas também são a causa. “É importante lembrar que pacientes com baixa visão também precisam de assistência. Muitos pensam que enxergar menos é normal, mas a baixa visão precisa ser reabilitada”, alerta.

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