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Jundiaí, 24 de outubro de 2017
05/06/2016 05h00 - POSTURA

Como evitar erros ao falar em público

Da Redação
redacao@jj.com.br
Apresentações em público fazem parte da rotina de profissionais em diferentes cargos, indústrias e campos de atuação, mas nem sempre o resultado é satisfatório - seja para quem ouve ou para quem fala. Para não fazer feio diante de chefes, clientes, equipes e espectadores em geral, a linguista e pesquisadora Vivian Rio Stella, diretora da VRS Cursos, revela os quatro principais erros da comunicação em público e o que fazer para escapar deles.

Não planejar adequadamente

Na correria do dia a dia, muitos profissionais elaboram o material – e se preparam – quase aos 44 minutos do segundo tempo. Ou seja, deixam tudo para a última hora,  excedendo na quantidade de dados e comprometendo a performance. Ao não considerar a pertinência das informações em relação ao público-alvo e não treinar a apresentação ao menos uma vez, não dá para verificar se tudo faz sentido e se o tempo será cumprido.

A falta de planejamento pode impactar a imagem de quem se apresenta – seja em relação à sua credibilidade, desenvoltura e conhecimento do tema – e da empresa que representa. É recomendável reservar um tempo na agenda para preparar o script da apresentação e os slides e para treinar o que será abordado, especialmente as informações mais impactantes. Fazer isso é encarar a comunicação em público como parte integrante da atividade profissional e respeitar as pessoas que estarão presentes.

Começar de forma pouco confiante
É no momento mais tenso da apresentação que o orador deve soar confiante, crível e preparado -  justamente porque é nessa hora em que podem surgir hesitações (hããn, éé), frases negativas (o assunto é muito técnico, chato, difícil), desculpas irrelevantes (estou nervoso, não me preparei como gostaria) ou até piadas fora de contexto.

Em uma introdução adequada, o profissional deve se apresentar brevemente (caso a plateia não o conheça) e explicitar o objetivo da apresentação (ex.: explicar conceitos; discutir rumos do projeto; esclarecer políticas da área etc), ressaltando a relevância do tema para os ouvintes a fim de ganhar sua atenção para  revelar a agenda de tópicos e o ponto focal do encontro. Ao fazer isso, a plateia recebe logo no início uma importante mensagem: o palestrante tem confiança e se preparou para a apresentação.

Concluir de maneira abrupta
É comum ouvir frases como “era só isso”, “há mais slides mas o tempo acabou” ou “alguém tem alguma pergunta?” como formas de concluir a mensagem, mas a verdade é que essas formulações apenas sinalizam o fim da apresentação. Um fechamento efetivo requer que o profissional verbalize que irá terminar (exemplos: para encerrar, para concluir, por fim), resuma os três principais tópicos já expostos e reforce a mensagem principal da apresentação.

A partir daí, o profissional pode abrir espaço para perguntas e deixar seu contato. Só assim a plateia poderá lembrar-se, de forma consistente, dos itens mais importantes apresentados.

Não se aperceber do não verbal
Ombros para baixo, expressão séria demais, voz baixa ou muito alta, falta de ênfase em palavras-chave, excesso de movimentação e gestos extremamente amplos denotam falta de conexão com a mensagem falada e são algumas das principais falhas cometidas por profissionais ao falar em público. São expressões corporais que ocorrem de forma inconsciente, mas a plateia percebe tudo - e, afinal, estar diante do público é como ser escaneado dos pés à cabeça.

É importante que o orador, palestrante ou apresentador desenvolva a autopercepção e a habilidade de usar o corpo a favor da mensagem. De forma geral, para passar credibilidade, a recomendação é posicionar-se de frente para a plateia, com o corpo reto (evite ombros caídos) e os pés ligeiramente separados (garante o equilíbrio corporal).

É fundamental manter o contato visual com a plateia, gesticular na altura da cintura e de forma compatível com o que se fala. Igualmente importante é movimentar-se de   maneira estratégica, para despertar a atenção da plateia (mas lembre-se de não mexer-se em excesso, com balanços ou movimentos repetitivos). 

Vale ressaltar que é imperioso que o emissor da mensagem pareça natural, expressivo, dinâmico e seguro. Já os elementos não verbais, devem ser usados para reforçar a mensagem e como forma de refinamento do estilo, e não de robotização, para falar em público.

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