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Jundiaí, 12 de dezembro de 2017
22/07/2014 00h05 - MUDANÇA

Farmácia Popular distribuirá colírio de glaucoma

Simone de Oliveira
scoliveira@jj.com.br
© Rui Carlos
José Carlos de Lima, presidente do Instituto Luiz Braille, diz que o estoque diminuirá gradualmente
A partir de janeiro de 2015 o Instituto Jundiaiense Luiz Braille deixará de fornecer os colírios para o controle de glaucoma, obedecendo alteração do Ministério da Saúde, que repassará os recursos diretamente para os Estados e não mais para os prestadores de serviços de oftalmologia. Caberá a eles organizar a distribuição do medicamento sem que a população seja prejudicada com a demora ou falta do mesmo.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde já adianta que a distribuição do colírio - um dos principais tratamentos para o glaucoma - será feita na nova sede da Farmácia Central, agora localizada na rua Marechal Deodoro da Fonseca, no Centro de Jundiaí, a partir de janeiro.

Para o presidente do Luiz Braille, José Carlos de Lima, a mudança não irá alterar a rotina dos pacientes que precisam do instituto para outras consultas. O incômodo será apenas porque logo após a consulta terão que se deslocar até a Farmácia Central para conseguir o remédio. “Iremos distribuir o colírio até a data prevista. As compras serão controladas para que não haja estoque de remédio, mas enquanto tivermos medicamentos aqui a distribuição será feita.”

Atualmente no Braille existe um cadastro de 2.392 pacientes que precisam do colírio. Pelo menos 500 pessoas procuram a farmácia mensalmente para retirar o medicamento. O diretor clínico do Instituto, Everton Gondim, explica que são oito marcas do produto disponibilizadas para a população e isto significa que são voltadas para os mais diferentes casos.

“Em cada visita o paciente retira pelo menos três colírios por mês. Hoje nosso estoque é de 3,5 mil produtos”, explica. Para o paciente Juliano Cunha, de 58 anos, que há um descobriu a doença durante uma cirurgia, a mudança não irá interferir em nada. A preocupação é saber se haverá o medicamento.

“Espero que não falte porque muita gente  precisa dele”, comenta Cunha, que já tem um retorno marcado para agosto para a retirada do medicamento. 

Atenção - O glaucoma é a primeira causa de cegueira irreversível no mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 67 milhões de pessoas com algum tipo de glaucoma. Segundo Gondim, o colírio controla a pressão nos olhos. Assim que é diagnosticado e o tratamento começa a ser feito, o colírio é receitado para que o pior não aconteça, ou seja, a cegueira.

“As pessoas precisam entender que a doença é genética e não tem relação com algum problema na vista. Então, a partir dos 30 anos, se já tem alguém na família com a doença, é preciso fazer exames.” O Ministério da Saúde justificou que a mudança deverá facilitar o acesso aos colírios em tempo hábil porque os Estados terão maior capacidade de compra do que os prestadores.

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