BRASIL
Jundiaí, 23 de junho de 2017
07/01/2017 21h45 - CHACINA

Mais policiais nas ruas no Amazonas após mortes em presídios

Das Agências
redacao@jj.com.br
Desde meados da semana passada, quando foi deflagrada briga entre duas facções rivais pelo domínio do sistema carcerário da Região Norte do Brasil, os governos dos estados de Roraima e Amazonas se mobilizam na tentativa de conter a onda de violência com mais policiais nas ruas. O Governo Federal e o Ministério da Justiça também discutem a situação e buscam alternativas. Policiais que atuam nos setores administrativos e o retorno de parte dos policiais cedidos para outros órgãos estão entre as ações definidas em reunião pelos Órgãos de Segurança Pública do Amazonas para reforçar a segurança em Manaus e nas unidades prisionais do estado.

As medidas preveem o aumento do policiamento em todas as zonas da capital amazonense, com reforço de aproximadamente 300 policiais. O governo do Amazonas também instalará uma base fixa no quilômetro 8 da BR-174, onde ficam a maioria das unidades prisionais do estado. A base abrigará policiais de prontidão, que poderão ser acionados em caso de necessidade. Os policiais que forem convocados nas folgas receberão gratificação extra.

Somente em duas penitenciárias de Manaus foram registradas 60 mortes de detentos, Outros 31 presos foram assassinados na madrugada de sexta (6), na maior penitenciária de Roraima. São as maiores chacinas em presídios desde o massacre do Carandiru, em 1992, quando uma ação policial deixou 111 presos mortos na casa de detenção, em São Paulo. Nos seis primeiros dias de janeiro foram registradas 93 mortes em presídios no Brasil. Esse número representa cerca de 25% do total de mortes registradas em todo o ano passado (372).

Famílias - À espera de informações no IML de Boa Vista (RR), famílias das vítimas da matança repudiaram as afirmações do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que a chacina foi “acerto interno” da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A declaração foi dada em Brasília pelo ministro. “É mentira, meu marido não fazia parte de facção nenhuma. Ele nunca quis ser filiado a uma facção. Ele só queria cumprir a pena dele”, contou Fernanda, mulher do detento Márcio Marcelo, 35, que, segundo a família, seria libertado em maio após cumprir uma pena de quatro anos sob acusação de homicídio.

A declaração das famílias é corroborada pelo secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Castro. Ele disse que o PCC comandaria 500 dos 1.500 internos da Penitenciária Agrícola Monte Cristo, e que o ataque foi aleatório, como “uma política” para aumentar o controle da massa carcerária.

Na listagem de mortos divulgada pelo governo, dos 31 mortos, 16 têm acusação relativa a tráfico de drogas e outros sete por homicídio. Por falta de estrutura do IML para receber os 31 corpos, o governo do Estado teve que alugar um caminhão frigorífico que fica estacionado nos fundos do instituto com os corpos antes de serem submetidos aos exames. 

Comente esta matéria 1 comentário
Lázaro 08/01/2017 12:30:15
Que nojo!!! Depois vão usar o caminhão para transportar carne para qual frigorífico???
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