JUNDIAÍ
Jundiaí, 24 de maio de 2017
18/05/2017 19h29 - VÍRUS EM FOCO

Professor da USP diz que perigo do zika ainda é real

Simone de Oliveira
scoliveira@jj.com.br
© Alexandre Martins
Mulheres conversaram com Massad, tiraram dúvidas e discutiram as consequências do zika vírus
Uma parceira inédita entre a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia trouxe a Jundiaí o professor da USP (Universidade de São Paulo) e especialista em medicina tropical, Eduardo Massad, para orientar homens e mulheres sobre os problemas causados pelo Aedes aegypti, transmissor do vírus zika. E ele fez um alerta: o perigo da doença e de novos surtos ainda é real. Embora o índice esteja baixo por conta do tempo frio, não se pode descuidar da eliminação dos focos, e isto deve ser feito pela comunidade em parceria com o poder público, tudo para evitar novo surto em 2018.

As duas instituições - de Jundiaí e da Bahia - realizam a pesquisa “Percepções e conhecimento da população brasileira sobre o vírus zika: um estudo qualitativo comparativo sobre a veiculação de informações em saúde” com o objetivo de compreender como as pessoas percebem e reagem às mensagens sobre o zika fornecidas pelas autoridades e meios de comunicação. E foi exatamente isto que Massad fez nesta quinta-feira (18) em visita à sede da Casa da Fonte, no Jardim Novo Horizonte.

Ele se reuniu com mulheres de diferentes faixas etárias para um bate-papo, mas o mais importante foi escutar sobre o que de fato elas sabem da doença. Massad reforçou que o monitoramento deve continuar para que a zika não volte com força total, em especial em mulheres grávidas. “A mudança de hábito é essencial para o controle do mosquito, porém a eliminação dos criadouros vai além disto, pois envolve não só o cidadão, mas também o poder público na eliminação dos focos do mosquito e na limpeza dos terrenos”, orienta.

Divididas em dois grupos, mulheres entre 18 e 30 anos e na sequência entre 31 e 45 anos puderam sanar dúvidas sobre o assunto. Algumas informações, como a transmissão da doença que ocorre também pelo contato sexual, foram repassadas e causaram surpresa entre as presentes. “É essencial que se saiba tudo sobre a doença e que essas informações sejam repassadas. Mesmo agora, quando o maior problema na saúde é a febre amarela, não podemos deixar que a zika avance, porque ela é sazonal.”

Quem participou do encontro aprovou, principalmente as mulheres que estavam grávidas no ano passado e precisaram redobrar os cuidados para evitar a zika.
“Me preveni de todas as maneira porque fiquei com medo que meu bebe pudesse ter alguma coisa, mas graças a Deus nada ocorreu. Soube dos perigos e confesso que fiquei preocupada. Mas até hoje ainda faço todas as limpezas possíveis para não ter problemas com o mosquito Aedes aegypti”, conta Aline de Souza Barbieri, de 26 anos, mãe de Henrico, de dois meses.

No início do ano passado, São Paulo registrou nove confirmações e 111 notificações. Já em Jundiaí, segundo a Unidade de Promoção de Saúde, nos três primeiros meses de 2016 foram notificados sete casos, com nenhum confirmado. No mesmo período deste ano, são dois casos notificados, que aguardam o resultado dos exames.

Projeto Zika - O médico pediatra, infectologista e professor titular da FMJ, Saulo Duarte Passos, é um dos orientadores responsáveis pela pesquisa. Ele também coordena há um ano o Projeto Zika Vírus, que investiga as formas de transmissão da doença em gestantes e bebês. Ao todo já são 730 mulheres cadastradas no projeto, sendo que 46 tiveram resultado positivo para o vírus zika. Destas, três geraram bebês com microcefalia, cuja relação com o vírus zika está comprovada.

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