POLÍTICA
Jundiaí, 23 de outubro de 2017
18/05/2017 20h55 - CRISE SEM FIM

Crise deixa prefeitos do AUJ preocupados com economia

Carlos Santiago
csantiago@jj.com.br
© Divulgação
Temer - “Não renunciarei” e “não comprei silêncio de ninguém” foram duas afirmações feitas pelo presidente em pronunciamento
Os prefeitos dos municípios que integram o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) estão preocupados com o futuro econômico das cidades que administram. Para eles, o cenário é sombrio. Juvenal Rossi (PV), de Várzea Paulista; Henrique Martin (PDT), de Cabreúva; e Japim Andrade (PROS), de Campo Limpo Paulista, são os prefeitos que demonstram o maior grau de preocupação.

Veja transcrições de trechos do áudio entre Temer e donos da JBS

“O que preocupa a todos, neste momento, é a situação econômica do País”, confirma Juvenal Rossi. “A crise trará reflexo para os municípios - e não será diferente para Várzea Paulista”. Juvenal prevê que haverá atraso no repasse dos convênios federais, o que causará impacto no andamento das obras. O prefeito de Várzea Paulista cita trabalhos em andamento, como a reurbanização da Vila Real e a contenção de enchentes do córrego Bertioga.

Já o prefeito Henrique Martin aponta outra questão: enquanto esses ventos de crise política não pararem de soprar de Brasília, a economia não consegue se reerguer. Ele concorda com Juvenal, sobre a iminência de acontecerem atrasos nas verbas federais, mas lembra que a crise também afeta as empresas, que passam a investir menos, aumentando o número de pessoas desempregadas, diminuindo o consumo e fazendo com que este círculo vicioso não tenha fim – ou que este fim fique adiado por tempo indeterminado.

Até por isso - para pôr fim à crise econômica - o prefeito cabreuvano afirma que é favorável à convocação de eleições diretas já para presidente e para vice. “Temos de aproveitar o momento para passar o Brasil a limpo. Para isso, a população precisa se aprofundar no debate político para escolher bem o nome deste novo presidente – que irá comandar o país diante de uma profunda crise moral.”

Quem também apoia eleições diretas para presidente e vice é o prefeito de Campo Limpo Paulista. Japim Andrade afirma que esta será a saída indicada se forem confirmadas as denúncias e as gravações forem reveladas à população. “Nosso País tem pressa. Precisa voltar a crescer, gerar empregos e ser bem visto aos olhos do mundo”.

Já o prefeito de Itupeva, Marcão Marchi (PSD), pede prudência. “Devemos ter equilíbrio e discernimento para que as medidas a serem tomadas minimizem o reflexo na economia e no bem-estar da população”. Marchi afirma, também, que a hora é de “confiar nas instituições - sobretudo na Justiça brasileira”. Ele se diz confiante: “Somos uma nação forte e vamos superar mais este momento difícil”.

O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado (PSDB), considera “inviável” a continuidade do governo de Michel Temer. “É um governo sem nenhuma condição de governabilidade ou de credibilidade”, afirma. Luiz Fernando defende que as denúncias de corrupção sejam apuradas com rigor, independentemente da filiação partidária dos envolvidos - e que os responsáveis sejam punidos. O prefeito jundiaiense também fala sobre as denúncias envolvendo o senador tucano Aécio Neves. Luiz Fernando afirma que o diretório do PSDB de Jundiaí “não compactua com comportamentos que não condizem com a ética, o respeito e a honradez pública”.

O deputado federal Miguel Haddad (PSDB) adota tom semelhante - e diz que o partido deve, inclusive, entregar os cargos que mantém no governo federal (Michel Temer tem quatro ministros tucanos). “Comprovado o que foi divulgado pela imprensa, e com a entrega das gravações, a saída do PSDB do governo federal será oficializada, assim como a do senador Aécio Neves, da presidência do partido”. Para Miguel, “a posição deve ser uma só: defender o interesse do povo brasileiro”.

O deputado estadual Júnior Aprillanti (PSB) opina, assim como Miguel, que “os crimes devem ser investigados e as penas cabíveis, aplicadas”. Aprillanti, no entanto, pede que não se esqueça do direito de ampla defesa - que deve ser exercido e é base da democracia. Nesse sentido, o deputado estadual da região defende, até mesmo, o fim do foro privilegiado - o que colocaria todos em igualdade perante a lei. Por fim, Júnior Aprillanti também se mostra favorável à convocação de eleições diretas já para presidente e vice.

Comente esta matéria 4 comentários
celso 19/05/2017 06:52:04
O que estes políticos precisam aprender de uma vez por todas É SEREM HONESTOS E PARAREM DE ROUBAR O DINHEIRO DE IMPOSTOS PAGOS PELA POPULAÇÃO. JÁ CHEGA DE BANDIDOS NESTE PAÍS. TEM QUE VALER A PENA SER HONESTO E NÃO SAFADO COMO ESTES POLITICOS.
Antonio Carlos 19/05/2017 07:22:23
Interessante! quando era a Dilma tinha que resolver logo, agora tem direito de ampla defesa, seria preconceito por ser mulher?
Pepe 19/05/2017 11:17:36
ahuehaehuae Antônio Carlos viajou agora... kkkkk
samir mansur 19/05/2017 12:14:34
nossa como essa turma são infiés e vão na onda..So faltou pedir volta LULA
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