JUNDIAÍ
Jundiaí, 22 de outubro de 2017
19/06/2017 05h55 - AGRONEGÓCIO

Investimentos ajudam a aumentar fatia do PIB

Simone de Oliveira
scoliveira@jj.com.br
© Fabiano Maia
Investir em tecnologia, insumos, mas principalmente em profissionalização. Essa é a meta dos gestores da área de agricultura e turismo de Jundiaí ao enfatizarem a importância do agronegócio como fonte de renda e de crescimento para os próximos anos. Apesar de representar apenas 0,4% da contribuição do Produto Interno Bruto (PIB) do município de Jundiaí, o agronegócio será prioridade para a pasta.

A proposta é que os agricultores estejam engajados no mesmo objetivo, sejam aqueles que trabalham com barracas na rua ou os que têm a agricultura familiar como fonte de renda.

Para o gestor da Unidade de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Eduardo José da Silveira Alvarez, o trabalho é audacioso, porém possível. “O agronegócio é um modelo que veio para ficar e fomentar ainda mais o setor.

É impossível falar em agricultura sem falar em agronegócio, ou seja, em investimentos em tecnologia, técnicas de plantio, maquinários e profissionalização. O setor tende a crescer ainda mais, porém já temos bons exemplos na cidade que entenderam que mesmo no campo é preciso ser profissional.”

Entre os exemplos, destaque para o trabalho de Raphael Sibinel e de seu filho Ricardo Sibinel que deram cara nova à produção. Comparado há alguns anos, quando tinha mais alqueires para a plantação, o espaço para plantio diminui, porém agora consegue escalonar a safra tendo condições de ter a fruta por mais tempo.

Isso só foi possível graças a duas atitudes tomadas após perceberem que era preciso investir na terra. Uma delas foi a chamada poda verde (introduzida junto com a poda seca para fortalecer os galhos da parreira) e a outra, a cobertura dos pés já carregados de fruto com intuito de evitar as investidas de pássaros e insetos e, consequentemente, a perda do fruto.

“Há cerca de cinco anos colhíamos as frutas no auge da produção, entre os meses de dezembro e janeiro, mas com a melhoria no plantio, conseguimos estender os meses e assim termos frutas por mais tempo para oferecer aos clientes, sem precisar complementar a safra com frutas de outros agricultores como acontecia antigamente”, diz Ricardo.

Ofertando a uva Niagara (rosa e branca) e a Isabel, ambas de mesa, eles acreditam que nos próximos meses colham por volta de 4,5 mil quilos de uva.

“Saber que já temos mercado para vender nossos produtos nos ajuda a planejar o plantio e ter uma noção da colheita sem termos a perda. Mesmo com tanto tempo trabalhando com uva, se a gente não escutar àqueles que entendem do negócio, ficamos para trás”, admite seu Raphael, com a maturidade de seus 86 anos.

Apesar de anos de experiência na lavoura, em especial com a produção do caqui, o agricultor Orlando Steck resolveu inovar com uma atitude simples: se unir àqueles que têm o mesmo produto a oferecer.

Nascia, dessa forma, em 2002, uma cooperativa para a venda de caqui nas variedades taubaté, rama forte e o guiombo ou mais conhecido como chocolate: os tops no mercado. Esta união deu tão certo que passados 15 anos o grupo tem aumentado a venda de seus produtos ano a ano.

A expectativa é vender 500 mil caixas de seis quilos até julho. “Quando a gente se une tem menos gastos com logística, menos perdas, e agilizamos o processo de colheita. Graças a este trabalho participamos de um projeto para conseguir maquinários e subsídios junto ao governo do Estado e conseguimos. Há um ano temos uma máquina de seleção eletrônica que facilita o processo de lavagem e de seleção do fruto e outra para uma embalagem mais eficaz”, conta orgulhoso.

Vendendo para cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e algumas do Nordeste, ele acredita em aumento de produção ano a ano e isso tem sido se firmado, mas confessa que entre as entressafras outros frutos entram em ação, como a uva, a nectarina, o pêssego e a nêspera.

“Antigamente se o produtor tinha uma venda e não tinha o fruto precisava buscar de outros, agora estamos todos juntos aqui e o processo de venda é agilizado”, comenta Steck, reforçando que já são 26 produtores.

O gestor Eduardo Alvarez lembra que investir resulta em crescimento e valorização dos produtos e isso ocorre porque o custo do processo diminui, há agilidade na entrega, sem perder a qualidade.

“Aproximar a produção do consumidor é um dos grandes desafios da unidade, possibilitando o escoamento da produção agrícola do município diretamente ao mercado consumidor, coibindo a figura do atravessador. Este é o objetivo, por exemplo, do Programa ‘Produtor na Praça’, que hoje conta com 35 agricultores familiares cadastrados.”

Comente esta matéria 0 comentários
Seja o primeiro a comentar esta matéria!
Seu telefone e e-mail NÃO serão publicados!
* Campos obrigatórios! (caracteres restantes: 1000)
Li e estou de acordo com os termos e condições de uso do portal.
Outras notícias sobre JUNDIAÍ LISTAR TODAS
JORNAL DE JUNDIAÍ
política de privacidade anuncie conosco
editorias



Empregos e Concursos
Especiais


Motor
Mundo
Opinião
Polícia
Política
Repórter JJ
Turismo
cidades
Jundiaí
Região
entretenimento

Cultura & Lazer
Théo Faz & Acontece
esportes
tv jj


Na Ponta da Língua
Notícias
Periscope
Salão Duas Rodas

grupo jj
Fale Conosco
Repórter JJ
Quem Somos
Expediente
Anuncie
Assine o Jornal
Gráfica JJ
Termo e
Condições de Uso
2014 © Jornal de Jundiaí - Todos os direitos reservados.
Acesse:
Projeto Gráfico: Marcelo Savoy | Desenvolvimento: //sithes.com