JUNDIAÍ
Jundiaí, 25 de julho de 2017
17/07/2017 05h00 - EMPREGO

Inclusão de pessoa com deficiência exige preparo

Gustavo Amorim
gamorim@jj.com.br
© Cristina Hautz
Fábio Marquezin trabalha há seis anos no mercado e fala que aprende todos os dias com suas amigas
Paciência e preparo dos dois lados. A mistura de necessidades paira sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Se por um lado as empresas exigem capacitação para os cargos, por outro também é necessário entender o que os assistidos precisam dentro de um ambiente completamente diferente ao que estão acostumados.

Fábio Marquezim trabalha há seis anos na parte financeira da Sobam. Portador de síndrome de down, o jundiaiense de 25 anos participou de um trabalho longo na entidade Bem-Te-Vi para conseguir esse trabalho. “Eles passam por psicólogos e assistentes sociais por um determinado período antes de estarem aptos a entrar no mercado”, conta a gerente geral da entidade, Marina Blumer. Oito pessoas já estão trabalhando por meio deste sistema.

A Apae também realiza um trabalho preparatório com os assistidos - inclusive parcerias com Sesc e Senac para a capacitação técnica. “Hoje, 40 deles estão na fila de espera de vagas nas empresas de Jundiaí”, conta a diretora Suely Angelotti. Ela ainda afirma que o projeto da Apae trabalha diretamente com a empresa para auxiliar na preparação do local e dos funcionários para receber os assistidos.

Uma das preocupações das entidades é que as empresas procuram pessoas com deficiência já prontas para entrar no mercado. “Quando eles solicitam um funcionário querem o mais rápido possível, mas não é assim que funciona. Tem todo um tempo de adaptação, de acreditar e trabalhar com a pessoa com deficiência”, afirma Marina Blumer.

Diretora de recursos humanos do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Vânia Mazzoni afirma que as empresas não se atentam à legislação. “A grande maioria busca se enquadrar após autuação ou notificação”, conta. Vânia afirma, entretanto, que não é uma regra. Pela lei, todo empregador com mais de 100 funcionários é obrigado a cumprir uma cota de 2% de funcionários com qualquer tipo de deficiência. Mas no Brasil, de acordo com o Ministério do Trabalho, 346.854 pessoas com deficiência estavam registradas formalmente em 2015 - ano do último dado divulgado.

Em Jundiaí, sete pessoas com deficiência conseguiram emprego em 2017. Além de entrar no ramo, a pessoa com deficiência também busca se aperfeiçoar. É o caso de Matheus Malvezi, de 30 anos, que detém apenas 20% da visão. O funcionário público procurou um treinamento de coaching específico para pessoas com deficiência, com o objetivo de desenvolver melhor seu trabalho. “Nunca estou satisfeito. Nossa vida é feita de desafios e todo obstáculo superado nos faz sentir capazes.”

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