JUNDIAÍ
Jundiaí, 19 de agosto de 2017
12/08/2017 20h25 - VIDA DIGITAL

Sararah: aplicativo de sucesso que gera polêmica e traz problemas

Felipe Cereser
grupo.redacao@jj.com.br
© Divulgação
Nas últimas semanas, um aplicativo de nome “Sarahah” caiu no gosto de muitos adolescentes. Baseado no princípio simples de possibilitar o envio de mensagens de forma anônima, a plataforma alcançou o primeiro posto no número de downloads na Apple Store de mais de 30 países e, no Brasil, está entre os dez aplicativos gratuitos mais baixados. Desenvolvido por um saudita, o “Sarahah” – termo árabe que remete a “franqueza” e “honestidade” – conta hoje com mais de 300 milhões de usuários, entretanto sua liberdade de conteúdo e “proteção” a quem escreve têm causado cyberbullying e desistências.
 
A estudante Paola Nassur, 15 anos, confessa que baixou o aplicativo porque queria saber a verdade sobre o que as pessoas acham dela. Também chamou a atenção da jovem a popularidade do aplicativo e hoje ela recebe recados de amigos e admiradores que, segundo ela, dizem coisas importantes sobre o seu físico, comportamento e até trato com os outros. “Se eu for indelicada com alguém, com certeza vou receber algo, e até agora nada disso aconteceu”, celebra. 
 
O Sarahah também auxilia Paola a reencontrar alguns conhecidos que ela não via há muito tempo. Após criar seu perfil no aplicativo, ela voltou a falar com pessoas que nunca mais havia conversado, e mantém-se usuária porque “ainda recebe algumas mensagens aleatórias que trazem coisas boas”. 
 
Para Igor Sousa, 18 anos, a ideia inicial do “Sarahah” é muito interessante, devido ao fato de ser extremamente comum, entre os adolescentes, “querer escrever o que sente por alguém driblando a timidez de falar na cara”. Porém, após receber xingamentos, ele resolveu excluir sua conta. “Pessoas de má índole estragaram o aplicativo”, analisa. Igor ainda não se diz decepcionado com a plataforma, mas ressalta a má utilização por parte de algumas pessoas como fator preponderante para sua desistência. “Isso não é uma falha do aplicativo”, pondera. 
 
Usar o aplicativo como como ferramenta para insultar ou ameaçar alguém se tornou cada vez mais comum no “Sarahah”, e o caso de Igor se repete cada dia mais. 
 
Especialista
Segundo o advogado Luiz Augusto Filizzola D’Urso, especialista em cibercrimes, os cibercriminosos já se sentem protegidos naturalmente só por estarem navegando na internet, e, com a possibilidade do anonimato, essa sensação cresce ainda mais.
 
A quebra do sigilo do responsável pelo envio pode ser determinada na Justiça para localização desses cibercriminosos, e, mesmo se tratando de um aplicativo com sede internacional, caso não se cumpra a ordem da quebra do sigilo, poderá ser determinado pelo juiz o bloqueio, aos brasileiros, do acesso à página do “Sarahah”, além do bloqueio do download nas “app stores” do Brasil, até que seja cumprida tal decisão”, esclarece.
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