JUNDIAÍ
Jundiaí, 23 de setembro de 2017
13/09/2017 06h00 - DESRESPEITO

Estacionar em lugares proibidos faz parte do cotidiano dos motoristas

Gustavo Amorim
gamorim@jj.com.br
© Alexandre Martins
Táxi estaciona em cima de faixa amarela e faixa de pedestres
Jannie Cristina, sempre que pode, para a moto na vaga apropriada no Centro de Jundiaí. Sempre que pode porque, em determinados dias, as vagas destinadas às motocicletas estão ocupadas por carros. “Acontece em todo lugar, mas no Centro é toda hora. Há muita ignorância”, comenta. 

Clélia Felisberto, por outro lado, revela que sempre precisa sair da faixa de pedestres para atravessar a rua, uma vez que os motoristas param em cima das faixas para fazer uma compra, entregar um papel, passar na farmácia e por aí vai. “Vou te contar uma coisa, o pessoal de Jundiaí parece que não sabe dirigir. As pessoas deveriam saber respeitar mais as outras”, desabafa Clélia.

O relato dessas duas pessoas vai ao encontro aos diversos flagrantes feitos pela reportagem do JJ Regional - em pouco mais de 30 minutos circulando pela cidade - de motoristas parando em lugares irregulares. No último domingo (10), o JJ publicou em seu Facebook (facebook.com/jornaldejundiai) um carro que estacionou no meio de duas vagas dentro do Maxi Shopping. O post, que alcançou mais de 140 mil pessoas, gerou revolta na internet.

A psicóloga Gabrielle Marques afirma que a questão tem dois fatores muito importantes: A falta de empatia, de se colocar de fato no lugar do outro; e, principalmente, a falta de uma relação direta desses comportamentos com uma punição ou evento aversivo. “Dentro da mente, as consequências competem entre si. O que é pior, na visão de quem desrespeita? Parar longe, corretamente, mas andar 300 metros, ou estacionar próximo em local proibido? Para essa pessoa, o risco compensa”, explica.

Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Ivanilde de Jesus lembra que os principais prejudicados são as pessoas com deficiência. “Elas trabalham, elas estudam, elas têm uma vida normal como a das outras pessoas. Vão ao mercado, utilizam os serviços, fazem compras no comércio. É muito desrespeito à população com deficiência, e parece que cada dia fica pior”, comenta.

A presidente lembra que não existe aquele ‘minutinho’, aquele ‘rapidinho’. “A vaga para a pessoa com deficiência não tem o mesmo tamanho da vaga comum. E o motorista precisa desse espaço. É preciso respeitar”, afirma.

Outro público também prejudicado pela falta de empatia e desrespeito às leis de trânsito é o idoso. Presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, Milton Calvazara lembra que existe uma porcentagem de 5% dos estacionamentos destinados à pessoa idosa.

“Temos procurado fiscalizar se há esse número correto de vagas nos locais tanto públicos quanto privados, mas é algo bem difícil”, conta. Segundo ele, uma das únicas formas de melhorar é tomar medidas drásticas. “Geralmente orientamos as pessoas idosas a fazerem denúncias. Mas às vezes é necessário parar o carro atrás de quem está irregular e chamar a polícia ou o pessoal do trânsito. Só assim o motorista respeita”, diz Milton.

Comente esta matéria 9 comentários
celso 13/09/2017 07:39:58
O QUE FALTA EM JUNDIAÍ É ÁREA PÚBLICA DE ESTACIONAMENTO. TEMOS QUE PAGAR ESTACIONAMENTO, FLANELINHA, ZONA AZUL.
AÍ VEM OS INTELECTUAIS E FALAM: UTILIZEM O ÔNIBUS. AÍ EU DIGO: PORQUE NÃO MELHORAM A QUALIDADE DOS CONDUTORES DE ÔNIBUS E PORQUE NÃO COLOCAM VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHO PARA DAR MAIS CONFORTO AOS PASSAGEIROS.
Persio Bergonzi 13/09/2017 08:47:27
Parar em vaga de deficiente é a demonstração de pior caráter existente. Pergunte ao deficiente, o que ele não daria para parar o seu carro "bem longe" e poder vir caminhando sem dificuldade. Costuma-se dizer que é um tipo de "deficiência mental" da pessoa que faz isso, mas eu afirmo que aquele que não pensa na dificuldade do seu próximo, provavelmente não tem cérebro e tão pouco sentimentos.
Condutor tranqueira existe em todos os lugares, mas aqui a coisa esta ficando feia.
Maria Aparecida 13/09/2017 10:18:33
Bom dia!! Meu marido faz tratamento de câncer no São Vicente, temos muita dificuldade em achar uma vaga próximo ao hospital, acho que as autoridades deveriam dar mais atenção para isso. O centro oncológico esta sempre lotado de pacientes, precisamos mais vagas na região.
Élvio Meneguini 13/09/2017 11:02:29
Bem verdade, a falta de empatia e o excesso de arrogância é demais. E até quem anda certo acaba as vezes saindo de si desistindo de fazer o certo, porque "todo mundo" faz errado. Sempre paro na saída da ponte da antiga Duratéx para pedestre que quer atravessar, preciso ligar o pisca alerta, pois as pessoas não enxergam mais a luz de freio ou seta. Os motociclistas ou motoristas acham ruim de parar, buzina ou tenta cortar, moto acelera e passa cortando rápido balançando a cabeça em sinal de reprova, e errados, a ponto de atropelar e você pensa, sera que fiz certo de parar, o motociclista ou o carro que corta podia ter atropelado o pedestre.
Joao Verde 13/09/2017 11:10:34
E outra, aqui em Jundiaí as pessoas acham ligar o pisca-alerta lhes dá direito de para em local proibido. É o que mais acontece na rua do retiro e na 9 de julho. O povo folgado. Tem que multar mesmo.
wil 13/09/2017 13:54:54
A verdade é que as administrações anteriores inundaram Jundiai de edificios e condominios, sem fazer um estudo sério do impacto viario .Sendo que a cidade tem ruas estreitas feitas para carroças. Temos agora a industria do parquimetro (carissimo) , se espalhando por toda a cidade. Transporte publico caro (3,80) ; para andar 15min. E tambem os amarelinhos multando a todo vapor. Tá dificil para nós , antigos moradores suportar tudo isso. Pobre de quem tem alguem na familia doente e que precise todo dia ir pra cidade !!!
Gaya 13/09/2017 15:03:05
Não podemos também esquecer as mudanças malucas que a Prefeitura realiza.
Parece que liberaram galões de tinta para funcionários, que o que pintam e mudam de ideia depois é surpreendente. Um exemplo é a mudança de mão NA RUA WILSON VIEIRA CHACHA, DO BAIRRO JD. MERCI, ou o rolo que fizeram na rua Brasil com um semafaro e mudança de retorno, falta de semafaros inteligentes próximo a hospitais, como já a muito pesso a Prefeitura na região da SOBAM .
É verdade também que os motoristas de Jundiaí, parecem que desaprenderam ou nunca aprenderam a dirigir, estacionando em qualquer lugar ou fazendo manoplas loucas.
E temos os pedestres também que não saber esperar a hora de atravessar ou atravessam em lugar errado.
Podem dizer ... há, não tem nada haver com os estacionamentos erroneos, mas uma coisa traz a outra, motoristas e pedestres sem noção de lei e orgam publico que não faz a sua parte. (Amarelinho só em lugares que daum arrecadação)
edison 13/09/2017 17:25:45
O segredo está na educação. Um país que não investe em educação e cultura, terá um povo como o nosso. Tem que investir desde a base (criança) até a faculdade, ensinando que a sociedade só será melhor onde direito e dever se complementarem, ou seja, "é meu dever respeitar a faixa de pedestre, assim como é obrigação ao pedestre utiliza-la".
Marcus 13/09/2017 18:06:17
Em matéria de estacionamento, não somente no centro, de uma modo geral está um verdadeiro caus. Comentar diretamente sobre o trânsito em Jundiaí é perder o foco sobre o que as Administrações anteriores fizeram com a cidade., sob os auspícios da exploração Imobiliária. O problema não é somente o estacionar em si. A verdade que se quer se consegui transitar nas ruas de Jundiaí. Enquanto isso sabemos quem se enriqueceu as custas desse inchaço que proporcionaram na cidade. Por falar em estacionamento de moto, é lamentável não se ter lugar para deixar a moto, além, é claro, do riso com os constantes furtos. Profundamente lamentável viver nesta cidade com essas administrações podres.
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