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Jundiaí, 20 de janeiro de 2018
12/01/2018 19h19 - CONSUMIDOR

Número de atendimentos no Procon Jundiaí cai 40% em 2017

Niza Souza
csouza@jj.com.br
© Rui Carlos
ATENDIMENTO Reclamações de telefonia e instituições financeiras lideram ranking
O número de atendimentos no Procon Jundiaí caiu quase 40% no ano passado, em comparação a 2016. Em 2017 o órgão registrou 27.776 atendimentos (de orientações a reclamações), ante 39.286 no ano anterior. Por outro lado, o índice de acordo das demandas no primeiro contato aumentou de 2% para 39%.

De acordo com a coordenadora do Procon, Gabriela Glinternik, um dos motivos foi a queda na capacidade de atendimento, devido à redução de funcionários, a exemplo do que ocorreu em todas os setores da prefeitura. Em 2016 eram 18 servidores, no ano passado, 14. “É complicado comparar porque mudamos a forma de atendimento e estamos conseguindo resolver mais casos no primeiro atendimento, o que também impacta nas estatísticas”, explica.

Além disso, destaca Gabriela, depois da forte campanha de divulgação a plataforma consumidor.org.br recebeu quase quatro vezes mais reclamações de jundiaienses em 2017. Foram 2.665 atendimentos no ano passado ante 737 em 2016.

Reclamações
Os serviços de TV a cabo e telefonia celular e assuntos financeiros lideram o ranking de reclamações no Procon da cidade. Em primeiro lugar aparece a empresa Claro/Net/Embratel, em segundo a faculdade Anhanguera/Unopar e em terceiro o banco Bradesco. Entre os 10 principais estão ainda CPFL, Pão de Açúcar/Extra/Ponto Frio/Casas Bahia, Vivo/Telefônica, Samsung, Caixa Econômica Federal, Itaú, Sky e Dae.

Segundo Gabriela, a falta de clareza na relação da empresa com o consumidor tem chamado a atenção nos últimos anos. “O problema começa na hora da oferta do serviço ou do produto. O consumidor muitas vezes não consegue entender o que está sendo oferecido e as empresas não estão preocupadas em esclarecer”, diz, ressaltando que há várias demandas que envolvem os chamados “combos” oferecidos pelas empresas de TV a cabo e celular.

Outro problema recorrente, informa a coordenadora, é a cobrança indevida. “Muitos consumidores têm dúvidas do que está sendo cobrado. Na hora de oferecer a empresa não explica direito. É comum”, frisa Gabriela.

É o caso do assistente financeiro Claudemir Ramos. Ele recorreu ao Procon para resolver o problema com a conta da TV a cabo. “Eu tinha um pacote de R$ 163 por mês. Liguei em outubro pra cancelar, porque estava caro. Daí o atendente me ofereceu um pacote mais barato, de R$ 84, para não cancelar. Acabei aceitando. Só que a conta de novembro e de dezembro veio no valor de R$ 252, o dobro de antes”, conta.

Como Claudemir não pagou as faturas, o serviço foi cortado. “Eu não vou pagar. Não foi isso que comprei. Quero que a empresa reconsidere e me devolva o serviço que a gente tinha acertado, por isso vim até o Procon”, diz, lembrando que é a segunda vez que recorre ao órgão para resolver um problema de consumo. “Da primeira vez resolveu na hora.”

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