REINTEGRAÇÃO DE POSSE

Reintegração de posse desocupa 11 imóveis no Jardim São Camilo

Onze imóveis foram desocupados e demolidos na manhã desta quinta-feira (13), no Jardim São Camilo, em Jundiaí. A ação faz parte do projeto de urbanização do bairro. Mais de 100 pessoas entre policiais militares, guardas municipais, oficiais de Justiça e integrantes da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) trabalharam na reintegração de posse da área, que fica próxima à rua José Maria Whitaker – onde terá extensão que ligará até a rua Ângelo Rivelli, no Jardim da Fonte.

O capitão Borges, chefe do setor de planejamento e comandante da Força Tática do 49º BPMI, que comandou a operação, informou que 12 famílias, totalizando 37 pessoas, tiveram que deixar as casas ocupadas irregularmente. A ação foi pacífica, mas o clima era de desânimo. Uma moradora que não quis se identificar questionou a ação. “A Fumas é para nos dar moradia e não entendo os motivos de estarem tirando as nossas”, disse.

O desempregado José Avelino, de 55 anos, era um dos mais desesperados. Segundo ele, a esposa está grávida e internada. E ele não tem mais para onde ir com os outros cinco filhos. “Eu vim do Rio de Janeiro para conseguir uma cirurgia para ela. Agora não tenho onde morar. Não sei nem para onde estão levando as minhas coisas”, lamentou. No próximo dia 19, mais 14 imóveis serão demolidos.

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Em nota, a Fumas esclareceu que “como forma de minimizar os problemas e auxiliar as famílias envolvidas no processo de reintegração, disponibilizou previamente caminhões para a retirada dos pertences, recurso este utilizado apenas por uma única família, cuja utilização do imóvel ocorria apenas comercialmente”. As demais, informa, desocuparam os imóveis voluntariamente, sendo que os pertences de três delas foram levados para o centro comunitário da Vila Comercial, tendo a Fumas como fiel depositário até que façam a retirada do local.

A nota ainda ressaltou que “todas as famílias ocupantes das moradias em questão já haviam sido autuadas e notificadas extrajudicialmente tendo sido orientadas para que optassem pela desocupação espontânea dos espaços”. E que “os imóveis objetos da reintegração estavam localizados em áreas de risco (inclusive, interditados pela Defesa Civil) ou em regiões sob intervenção por onde passará a obra de interligação viária prevista no projeto de urbanização do bairro”.

Ainda segundo a nota, há casos, por exemplo, de moradias que foram reconstruídas em áreas onde outras casas já haviam sido demolidas para a obra. “Cabe também destacar que as famílias que ocupavam irregularmente tais moradias reivindicavam um direito que está assegurado apenas ao morador cadastrado regularmente no núcleo e que, por sua vez, aguarda pelo direito ao benefício da habitação de interesse social ou por um financiamento diferenciado em função de sua condição.”

Segundo o capitão Borges, a ação aconteceu de forma tranquila. “Todos foram instruídos em diversas reuniões como deveriam agir. Foi tudo feito de forma pacífica, inclusive alguns moradores ajudaram a guardar os seus pertences. Isso será benéfico aos próprios moradores”, afirmou.

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