POLÍTICA

Carlos Henrique Pellegrini: Eleição, e agora?

Que Brasil você quer pro futuro? Educação, saúde, segurança pública, reforma fiscal, reforma política, sustentabilidade… Não podemos fazer da corrupção o tema decisivo das eleições majoritárias de 2018. Em todos partidos há políticos honestos e desonestos e certamente não passaram despercebidos do eleitor.

Já quanto aos partidos, sua diferença está no tamanho e nas funções que projetam para o Estado. Analisando o passado recente, na campanha do segundo turno de 2014, Dilma Rousseff desengavetou a privatização onde Aécio Neves foi carimbado como aquele que iria vender o Estado. Já Aécio tentou provar que Dilma era chefe de toda contravenção existente no País… Canalhas!

Trabalhando muito bem no plano simbólico, a candidatura Dilma tentou transmitir a mensagem que, com o governo do PT, não tinha riscos para a manutenção dos programas de assistência social existente naquela época. Para o PSDB não foi um tema fácil de enfrentar. Percebam que esses dois péssimos candidatos polarizaram o debate em duas ou três questões e deu no que deu – o Brasil mergulhou na maior recessão de sua história.

Como exemplo, todos concordam que o problema mais grave no Brasil é a enorme distância entre os mais ricos e os mais pobres. Programas de assistência são caros, absorvem recursos preciosos e, não raro, reproduzem antigos vícios da política brasileira, como corrupção, provincianismo e paternalismo.

Mas as últimas urnas mandaram a mensagem bastante clara de que o brasileiro não quer o desmonte do arremedo de Estado provedor. Se o preço a pagar para termos um maior desenvolvimento econômico é o sacrifício dos programas de assistência social existentes, que se cresça com menos ímpeto. Se o recado é este, o desafio do país é combinar o Estado provedor com uma economia competitiva.  Importante destacar que, nesse pleito de 2018, segurança pública é o segundo maior assunto. O primeiro é a corrupção. Há de se combater as causas e não as consequências.

O candidato que defender e trouxer soluções para educação, crescimento econômico, segurança pública e reforma política sairá na frente e provavelmente será nosso presidente por quatro anos. Olhem que interessante: Lula, criminoso detento, ficou fora do pleito e velhas raposas como Geraldo Alckmin não mais levantam a torcida e provaram estar no fim. Estou ansioso para entender e participar desse segundo turno, que será diferente, mudará o Brasil e será histórico.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e diretor de Gestão Empresarial e de Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting / pellegrini@maxirecur.com.br

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