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Faustino Vicente: O “everest” do futebol

FAUSTINO VICENTE | 19/05/2018 | 03:00

O lugar mais alto do planeta azul é muito mais que uma imponente montanha coberta de gelo. O Everest – teto do mundo com os seus 8.848 metros acima do nível do mar – não perde o poder de atração. É o pódio reservado para uma classe especial de seres humanos: pessoas que sabem transformar dificuldades em vitórias memoráveis. Nas imediações do pico da montanha, cada passo é uma decisão – solitária e arriscada -, que exige conhecimento, coragem, experiência, determinação, autocontrole e fé inabalável na superação do maior obstáculo para o ser humano: ele próprio. O local mais ambicionado pelos amantes do alpinismo é, paradoxalmente, o mais agreste e isolado da terra. A permanência humana nesse local só é suportável por pouco tempo, consagrando a máxima de que a chave do sucesso encontra-se na caminhada, não na chegada.

Uma reflexão sobre o montanhismo poderá deixar lições exemplares para todos aqueles que buscam uma carreira bem-sucedida e duradoura. A Copa do Mundo, que neste ano será realizada na Rússia, é, sem dúvida alguma, o “Everest” do futebol. Este esporte tem a magia de oferecer oportunidades para que garotos da periferia apliquem dribles sensacionais na pobreza e tornem-se celebridades mundiais. É indispensável ter a consciência de que dependem de seu desempenho em campo e da contribuição efetiva que devem dar para a conquista de títulos para suas equipes. No esporte de alto rendimento, não há mais lugar para jogadores, somente para atletas. A avaliação de seus desempenhos acontece, “ao vivo e a cores”, principalmente, por aquela que contribui para a sua consagração – a apaixonada torcida. Diante dessa realidade vale a pena enfatizar que cada trabalhador, independentemente da função que exerça, deve se considerar presidente da mais importante empresa do planeta: ele próprio.

O capital de cada um de nós é o nosso potencial – conduta ética, capacitação cientifica e técnica e competências ecléticas. São valores agregados que nos levam à concretização de nossas metas, ideais e até dos nossos sonhos. O sucesso (sustentável) de uma carreira depende da visão estratégica da atividade em que se atua. Essa percepção tem sido o passaporte para que ex-jogadores tornem-se técnicos, garotos-propaganda, comentaristas, empresários e incentivadores do Terceiro Setor. Estamos convencidos que os executivos que tiverem a ousadia, e a humildade, de criar essa cultura empreendedora em suas empresas estarão atingindo o pico do “Everest organizacional”.

FAUSTINO VICENTE é advogado, professor e consultor em Gestão da Qualidade. E-mail: faustino.vicente@uol.com.br


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