PADROEIRA

Guaraci Alvarenga: Rogai por nós!

“Eram pescadores, como foram os apóstolos de Cristo. Rio Paraíba do Sul. Depois de muitos lances, o pescador João Alves, ao recolher sua rede, percebeu que ela havia apanhado alguma coisa. Surpresos, três pescadores ali presentes viram que se tratava do corpo de uma pequena imagem de barro, da qual faltava a cabeça. Tornando a lançar a rede um pouco mais abaixo, o mesmo pescador recolheu a cabeça da imagem, o que deixou a todos maravilhados. A Virgem calçava a lua debaixo dos pés. Esta invocação glorifica a Virgem Santíssima enquanto concebida sem o pecado original”.

Como outrora na Palestina, a presença de Nosso Senhor na barca de Pedro fez com que a pescaria, até então infrutífera, se tornasse tão abundante. Também a presença dos pescadores brasileiros operou o mesmo milagre, a partir do encontro da Santa Imagem. Pela primeira vez, era vista e reverenciada a imagem daquela que mais tarde seria proclamada Rainha e Padroeira do Brasil.

Desde que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada pelos pescadores, nas águas do rio Paraíba do Sul, a manifestação da presença de Deus se fez presente em todos nós, na devoção à “Mãe Negra”. Um fato histórico, na página do livro do tempo, foi anotado em 6 de novembro de 1888, no então reinado do Brasil. A princesa Isabel, em pagamento de uma promessa, visitou a basílica em Aparecida e ofertou à santa Nossa Senhora uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul ricamente adornado.

Desde então, sob a proteção deste sagrado manto azul são atribuídos muitos milagres Os milagres aconteciam e se sucediam. Certa ocasião, dizem os historiadores, que um cavaleiro, incrédulo, passando por Aparecida e vendo a fé dos romeiros, zombou e tentou entrar na Igreja a cavalo para destruir o local e alcançar a sua imagem. Porém, o que esse cavaleiro não esperava era que as patas do animal ficassem presas em uma pedra.

A partir daí, o homem passou a acreditar. A pedra em que o cavalo ficou preso pode ser vista na Sala dos Milagres no Santuário Nacional de Aparecida. Em outra ocasião, no ano de 1874, a cura de uma menina cega de nascença. Dona Gertrudes Vaz morava com sua filha em Jaboticabal, no interior de São Paulo. Um irmão dela, chamado Malaquias, ia sempre em peregrinação a Aparecida e na volta contava os milagres que ali aconteciam.

Mãe e filha se dispuseram a conhecer a Basílica. Depois de uma longa viagem, suportada por esmolas pedidas, ao chegar próximo do altar sagrado, a menina exclamou: “Olha, Nossa Senhora”. O milagre aconteceu. Neste dia, consagrado à sua veneração, podemos nos confiar às suas orações, especialmente naquelas causas que dizem respeito à família e à sociedade. Pedimos sua benção.
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

GUARACI ALVARENGA é advogado. E-mail: guaraci.alvarenga@yahoo.com.br

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