ELEIÇÕES

Henrique Pellegrini: O presidente Jair Bolsonaro

Enfim, Jair Messias Bolsonaro eleito Presidente da República Federativa do Brasil. Depois da campanha presidencial mais disputada da história republicana, tendo extirpado o Lulopetismo do comando do País, pelo menos momentaneamente, ainda não há muito a se comemorar. Como poucos previam, o Partido dos Trabalhadores (PT), não obstante ter perdido a Presidência, formou o maior número de cadeiras da Câmara Federal e está vivo como nunca. Luiz Inácio Lula da Silva, o presidiário de Curitiba, mostrou sua força transformando um poste em quase presidente. Já pensaram que Fernando Haddad conseguiu 47 milhões de votos ou 44,8% dos votos válidos, depois de ter perdido a Prefeitura de São Paulo no primeiro turno?

A quem diga que com mais 15 dias de campanha e com os que circundavam Jair Bolsonaro com suas bocas soltas, o final dessa história poderia ser outro. Caso dê tudo certo e Bolsonaro inicie as reformas tão necessárias, não terá vida fácil. O PT na oposição não é jogo fácil, aliás, essa sim é sua vocação. Soma-se a isso a rejeição que naturalmente Bolsonaro acumulará no dia a dia. Vida difícil terá o capitão reformado. Mesmo com o reforço de ministros com reputação de super-heróis, Bolsonaro terá que fazer o que é certo e não o que todos desejam.

O liberalismo econômico de Paulo Guedes deverá tropeçar rapidamente até nos anseios do presidente eleito. Vejam que muito cedo o General Mourão, vice-presidente eleito, já está sendo posto de lado por Jair Bolsonaro, e olhem que nem a transição do governo começou. Esperamos do novo governo uma estrutura de comunicação proativa com a população, proposição de uma agenda de valores conservadores no Congresso Nacional, um programa efetivo de recuperação econômica, a necessária reforma da previdência, a indispensável e tão sonhada reforma tributária e principalmente recuos de pontos alardeados em campanha como o desrespeito à Constituição e assim por em diante.

Jair Bolsonaro deve aproveitar a lua de mel com desavisados que não perceberam que o capitão até então não tem experiência de governar nem um boteco. Falta experiência, mas sobra vontade, e isso vale muito. Certo é que vai se aproximar num primeiro momento do que existe de melhor dos tecnocratas brasileiros, ocorre que cada um desses tecnocratas possui anseios que precisam ser cultivados para que não se desmotivem e o deixem falando sozinho. A eleição de Bolsonaro foi democrática e incontestável, o que resta aos brasileiros é apoiá-lo e cobrá-lo das promessas. Boa sorte a Jair Bolsonaro, nós precisamos de seu sucesso!

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e diretor de Gestão Empresarial e de Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting / pellegrini@maxirecur.com.br

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