POLÍTICA

Renato Nalini: Jundiaí e as eleições

Jundiaí surpreende. Está em todos os lugares. Ocupa todos os espaços. Não é incomum você estar em outra parte do planeta e, de repente, se surpreender com a presença de um jundiaiense. Como bairrista, fico feliz ao encontrar conterrâneos. Às vezes, temos algumas surpresas também. Nas recentíssimas eleições, eu não sabia que Wilson José Witzel, do PSC, candidato a governador do Rio de Janeiro, é nascido em Jundiaí. Ele conseguiu 41% dos votos, quando as pesquisas sequer o mencionavam, fixando-se em Eduardo Paes, que ficou com 19%, enquanto ao famoso Romário restou um quarto lugar.

Sua família mora na Ponte São João e ele passou o último Natal em Jundiaí. É ex-Juiz Federal, nasceu em nossa cidade em 19 de fevereiro de 1968, fez pré-primário na Luiz Barbaro, estudou no Siqueira de Morais, na Vasco Venchiarutti, onde fez agrimensura e foi estagiário da prefeitura. Depois foi para o Rio para ser oficial da Marinha. Passou no concurso da Magistratura Federal da 2ª Região e, se Deus permitir, será o governador dos cariocas e fluminenses.

Outro jundiaiense disputou as eleições de dia 7 de outubro. Conto um episódio real. Eu caminhava pela avenida Paulista quando um indivíduo alto, forte e calvo me entregou um folheto e disse: “Leia isso e, ao terminar, você votará em mim”. Guardei e só fui ler em casa. Vi que ele nascera em Jundiaí, em 27 de janeiro de 1951. Vendeu cachorro quente com a namorada, Marisa, hoje sua esposa. Tem quatro filhos e dois netos.

O interessante é o “santinho” que ele anexou ao currículo. Tem as fotos de alguns políticos que disseram “Se o Lula for preso, eu o sequestro e o levo para uma Embaixada”, “Se o Lula for preso haverá mortes!” e “Se o Lula for preso, ficarei com ele na cela”.
Por último, o próprio candidato e sua promessa: “Se o Lula for preso, fornecerei bebida de graça para todos!”. E termina: “Quem foi o único a cumprir a promessa”?

Era o jundiaiense candidato a deputado federal Oscar Maroni, proprietário da Bahamas, uma casa de entretenimento. Ele é um personagem muito conhecido e que encontrou uma fórmula interessante de propagar seu nome para ocupar uma vaga na Câmara Federal. Não conseguiu votos suficientes. Mas o próximo governador do Rio de Janeiro, se Deus quiser, será um filho da Terra da Uva, de Petronilha Antunes e Rafael de Oliveira.

JOSÉ RENATO NALINI é reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed. – RT-Thomson

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