FIM DE ANO

Vânia Mazzoni: Constrangimentos em confraternizações

É um hábito comum e até saudável as famosas festas de final de ano das empresas. Momento onde as pessoas de setores diferentes podem se conhecer melhor, relaxar longe do dia a dia de trabalho. Temos que lembrar que as confraternizações não existem apenas para um momento de relax, elas existem para que haja integração entre os setores e para que no próximo ano os colaboradores estejam animados para os próximos desafios e mais produtivos.
O RH, que em geral fica responsável pela confraternização, não pode esquecer de avisar os convidados sobre trajes especiais, de apresentar o cardápio quando for o caso e lembrar que é uma oportunidade de fazer um trabalho com a equipe. Apresentar alguns números, parabenizar gestores e equipes por resultados e/ou motivá-los, quando for o caso, pode ser de grande valia para a dinâmica da empresa. Nunca se esqueçam de que as ações do Recursos Humanos são vitais para saúde de uma empresa.
Voltemos às festividades. Cada empresa tem um tamanho de confraternização de acordo com a quantidade de colaboradores, seguimento, etc. Algumas empresas alugam espaços para shows e tornam uma simples festa em uma verdadeira balada, outras alugam chácara, outras combinam almoços, jantares e algumas só afastam os móveis e fazem a confraternização ali mesmo no escritório. Seja onde for, fato é que todos ficam à vontade e com o clima irreverente fica fácil passar um pouco dos limites com os colegas de trabalho.
Em geral as confraternizações são regadas de bebidas alcoólicas e mesmo que você já tenha o habito de beber, vá com calma. Sabe aquela história que a bebida entra, a verdade sai? Guarde isso para as festas com amigos. Nas confraternizações, definitivamente, não.
É comum depois de alguns copos querer dar o feedback de trabalho para os colegas, cá entre nós, não é o momento e nem o local. Falar demais e ficar o tempo todo elogiando os gestores e dirigentes da empresa é uma péssima estratégia de marketing pessoal. Sem falar que quem é “bajulado” pode sentir-se desconfortável.
Paqueras, brincadeiras demais, piadas constrangedoras e falar mal dos colegas também são péssimas ideias. Não devemos esquecer que embora passemos grande parte do nosso dia no trabalho e tenhamos intimidade com alguns colegas, mesmo na confraternização o ambiente “corporativo” continua.
Parece que acabei com a graça da confraternização, mas como RH só estou dando umas dicas para que você participe da festa e continue empregado no próximo ano.

VÂNIA MAZZONI é diretora de RH. Site: www.novarh.com.br. E-mail: marketing@novarh.com.br

Vânia Mazzoni é uma das organizadoras | Foto: Rui Carlos

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