ABUSO SEXUAL

Audiência marca início de processo contra músico Daniel Busanelli

Testemunhas de acusação e defesa estiveram nesta quinta-feira (9) frente a frente antes da primeira audiência de instrução, debate e julgamento no caso do músico e empresário Daniel Busanelli. Em maio, ele foi preso acusado de abusar sexualmente de uma menina de 11 anos, filha de um amigo de longa data. Como segue em segredo de Justiça, a imprensa não teve acesso à sala de audiência que reuniu cerca de oito testemunhas de defesa e três de acusação. O caso está sendo julgado pela juíza Maria Cláudia Moutinho Ribeiro, da 1ª Vara Criminal. A audiência foi preliminar e ainda não há data para o julgamento.

Os pais da menina também estiveram presentes neste encontro e esperam que a Justiça seja feita para que o caso, que abalou a opinião pública em Jundiaí e Região, não seja esquecido. “Queremos justiça. Apenas isto”, disse o pai da menina, que estava acompanhado da advogada, da filha e da ex-esposa no Fórum de Jundiaí no início da tarde de ontem. Eles foram as únicas testemunhas de acusação presentes nesta primeira audiência. Procurado, o advogado de defesa do músico não se pronunciou até o fechamento desta edição.

ENTENDA O CASO
No dia 27 de abril a menina de 11 anos contou para a mãe ter sido abusada no quarto da própria filha de Busanelli. Ela havia sido convidada pelo músico para dormir na residência, pois fariam uma “noite do hambúrguer”, e acabou violentada, segundo a própria vítima, nos dois dias em que ali permaneceu.

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Na ocasião foram colhidos os depoimentos dos pais da criança. A mãe apresentou três peças de roupas supostamente utilizadas pela criança na data dos fatos, as quais foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Também foi requisitado ao Instituto Médico Legal (IML) o exame de constatação de conjunção carnal e outros atos libidinosos e duas cópias foram entregues aos responsáveis da vítima.

Diante dos fatos, equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) cumpriu mandado de prisão temporária contra Daniel Busanelli em 16 de maio deste ano. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e, posteriormente, devido a ameaças, foi transferido a ex-cadeia pública de Itupeva. O crime é previsto pelo artigo 217-A do Código Penal e tem pena estimada de até 15 anos de reclusão a quem cometa “conjunção carnal” ou pratique “outro ato libidinoso com menor de 14 anos”.

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