INVESTIGAÇÃO

Envolvidos em morte em Várzea Paulista são descobertos pela Polícia Civil

A Polícia Civil de Várzea Paulista já identificou dois homens envolvidos na morte de Henrique Cavalcante Gabriel, de 37 anos, encontrado em um córrego na rua São Vicente, no Jardim Paulista, na manhã do último dia 6. Segundo relato de familiares à polícia, funcionários do Instituto Médico Legal (IML) informaram que ele morreu por afogamento, verificação não comunicada oficialmente pelo órgão à delegacia local.

De acordo com o delegado Marcel Fehr, chefe da Polícia Civil local, as investigações revelaram que a vítima, além de fazer uso de álcool, era viciada em drogas e se envolveu em uma discussão com um grupo de pessoas que fazia um churrasco em uma praça na região onde o cadáver foi encontrado. Pessoa forte e também praticante de jiu-jitsu, ele teria se aproximado do grupo e discutido, indo embora algum tempo depois. Voltou ao local, desta vez com uma pizza, que ofereceu para tentar amenizar o bate-boca anterior.

Contudo, explicou Fehr, um dos participantes do churrasco teria dito aos outros para não comerem a pizza, afirmando que passariam mal, já que Gabriel teria colocado algo no alimento. Isso fez com que ele fosse embora bravo e retornasse pela terceira vez, carregando um pedaço de madeira. Segundo o delegado, os dois já identificados por policiais de sua equipe garantiram que agiram em legítima defesa, uma vez que, no momento da investida de Gabriel, além de sofrerem lesões, conseguiram retirar o pedaço de pau que o suposto agressor carregava e o atingiram com este mesmo objeto.

Cadáver
Gabriel foi encontrado morto nas águas de um córrego. Ao ser retirado, um ferimento na parte de trás de sua cabeça foi percebido por peritos do Instituto de Criminalística (IC), que não encontraram o objeto que teria provocado tal lesão. Fehr comentou que laudo do IML deve apontar a causa da morte. Se comprovado o afogamento, também será investigado se a vítima não conseguiu sair das águas por conta própria após ser golpeada ou então teve a cabeça colocada e mantida no córrego, o que descartaria a hipótese de legítima defesa.

Jarinu
Já a Polícia Civil de Jarinu ainda não conseguiu identificar o assassino da jovem Tainara de Oliveira Abreu, de 27 anos, moradora na rua Antonio Ceolim, no bairro São Francisco, em Itatiba. Tainara foi encontrada em um córrego na Estrada Juvenal de Souza, no bairro Bom Retiro, e tinha um ferimento na nuca, além do nariz fraturado. Vestia uma calça jeans e blusa preta, e estava com o “abdome elevado”, o que levou peritos a acreditar que pudesse estar grávida antes de ser morta.

Foi a segunda vítima de assassinato em Jarinu entre os meses de janeiro e agosto, sendo a primeira um pedreiro de 44 anos, executado com diversos disparos na cabeça de espingarda calibre 12 em um bar no mesmo bairro, no dia 19 de junho. Laércio de Paula Gregório, como foi identificado o baleado, morava no Jardim Maracanã, em Atibaia, e morreu na hora. Segundo relatou o proprietário do estabelecimento, era “uma pessoa tranquila, que nunca se envolveu em conflitos ou discussões no bar, estando no local anteriormente por diversas vezes com seu filho menor”.

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