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Mulher morta achada em córrego de Jarinu é identificada pela família

GERALDO DIAS NETTO | 02/10/2018 | 21:03

Foi identificada a mulher encontrada morta às margens de um córrego na Estrada Juvenal de Souza, no bairro do Bom Retiro, em Jarinu, durante a manhã de segunda-feira (2). Trata-se de Tainara de Oliveira Abreu, de 27 anos, moradora na rua Antonio Ceolim, no bairro São Francisco, em Itatiba.

O cadáver foi reconhecido por familiares, segundo a Polícia Civil de Jarinu. Tainara vestia uma calça jeans e blusa preta, e tinha um ferimento na nuca, além do nariz fraturado, observaram peritos do Instituto de Criminalística (IC). Eles também encontraram uma tatuagem no antebraço da vítima que ajudou em sua identificação.

Tainara também tinha o “abdome elevado” ao ser encontrada. De acordo com peritos, isso indicaria uma possível gravidez no momento de sua morte. A hipótese, segundo o setor de inteligência da delegacia de Jarinu, será confirmada em conversa com parentes da moça.

A polícia ainda desconhece a causa do crime, que foi registrado como homicídio doloso (com intenção). Tainara, segundo o apurado pela Delegacia de Jarinu, trabalhava em uma sorveteria. Já a tatuagem em seu braço levava o nome de seu filho. Por determinação do delegado Victor Oliveira Paula, o cadáver passou pelo Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí para exame necroscópico e constatação da ocorrência de possível abuso sexual e de gestação, além de análise toxicológica.
Foi o segundo assassinato registrado pela polícia de Jarinu desde o começo do ano.

Outro caso
No dia 19 de junho passado, um pedreiro de 44 anos foi executado em Jarinu com diversos disparos na cabeça de espingarda calibre 12. Ele estava em um bar no bairro Bom Retiro, quando foi surpreendido pelo atirador, que fugiu sem ser identificado. Foi o primeiro assassinato do ano em Jarinu e o sexto na Região naquela mesma semana.

Laércio de Paula Gregório morava no Jardim Maracanã, em Atibaia, e morreu na hora. Segundo relatou o proprietário do estabelecimento, era “uma pessoa tranquila, que nunca se envolveu em conflitos ou discussões no bar, estando no local anteriormente por diversas vezes com seu filho menor”.

No momento do ataque, pelo menos seis pessoas estavam no comércio, incluindo a vítima e crianças. Já o atirador chegou em um veículo de cor escura, cujo modelo não foi percebido, e fugiu em alta velocidade após efetuar os disparos com a espingarda de grosso calibre.

De acordo com Luis Roberto Gomes, o Luisão, então investigador-chefe da Polícia Civil de Jarinu, o dono do bar chegou a comentar que achava se tratar de um assalto quando percebeu a chegada do executor armado. Por conta disso, abaixou-se atrás do balcão e ouviu cinco disparos, encontrando Laércio no chão, mortalmente ferido, após o assassino fugir.

Disse ainda que não pôde perceber as características físicas do criminoso nem ouviu “uma só palavra” dele ou da vítima. Além da Civil local, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí (Gigio, Júlio, Tafarello e Samuel) foram acionados, explicou o investigador-chefe Almir de Oliveira, da equipe do delegado Luís Carlos Duarte.

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