JUNDIAÍ

Rapaz é morto a pauladas às margens da Anhanguera

Um atendente de 29 anos foi encontrado morto na manhã de ontem no acostamento da rodovia Anhanguera, em Jundiaí, na região do bairro Tijuco Preto. Seu cadáver apresentava diversos ferimentos, principalmente no rosto, provocados por um pedaço de madeira encontrado pela polícia ensanguentado. Um fato chamou a atenção do Instituto de Criminalística (IC). A vítima (homem branco, de olhos castanhos claros e cabelos ondulados, também castanhos) usava roupas femininas (calcinha e sutiã) e estava naquele local havia aproximadamente oito horas, conforme estimativa do perito. Quanto aos ferimentos, foram achados inúmeros deles no rosto, além de fraturas em dois dedos da mão direita e hematomas na região das costas e tórax. O cadáver, de aproximadamente 1,75m de altura, foi encontrado por um motociclista, que passava pelo local e o viu caído em um gramado lateral do bolsão de descanso da rodovia. Ele acionou a concessionária Autoban, responsável pelo sistema Anhanguera-Bandeirantes, que comunicou a Polícia Militar Rodoviária.

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Nenhum documento foi encontrado com o corpo, sendo ele identificado posteriormente na delegacia como de Diego Rodrigues de Castro, morador na rua Paraná, na Vila Maringá, em Jundiaí. O reconhecimento foi feito pelo cunhado da vítima, um operador de empilhadeira de 36 anos. Funcionários da Autoban informaram que a região onde o cadáver foi achado não possui câmera, tratando-se de um “ponto cego”. Ressaltaram, no entanto, que há uma câmera na balança e outra na bifurcação entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, sentido São Paulo, que podem ajudar no esclarecimento do crime.

O cadáver foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) para ser necropsiado. Já o pedaço de madeira permaneceu apreendido pela Polícia Civil para análise no IC. Castro, segundo o boletim de ocorrência de registrado como “homicídio consumado”, era solteiro e natural de Jundiaí. Por se tratar de delito de autoria desconhecida, o caso será apurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Equipes Apolo da unidade (Gigio, Júlio, Tafarello, Roberto e Teixeira) já foram acionadas e, por determinação do delegado Luís Carlos Duarte, deram início às diligências, explicou o investigador-chefe Almir de Oliveira.

Números
Dois assassinatos foram registrados em Jundiaí nos quatro primeiros meses deste ano. A quantidade é 66,6% menor do que a verificada no mesmo período de 2017, que somou seis registros, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo. Tentativas de assassinato também tiveram queda na comparação dos períodos, com cinco registros até abril deste ano, contra 12 em 2017. No próximo dia 25, a SSP deve divulgar as estatísticas de todo o Estado referentes a maio corrente.

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3 pensamentos sobre “Rapaz é morto a pauladas às margens da Anhanguera

  1. Pessoal, não é porque um transexual foi foi que o crime é de trasfobia, por favor vamos apurar oa fatos antes de levantar as suas bandeiras. Pode ter sido latrocínio, briga por drogas ou até mesmo discussão no pagamento de alguma dívida.

  2. “… um fato chamou a atenção do Instituto de Criminalística (IC). A vítima (homem branco) usava roupas femininas, calcinha e sutiã (…)” –

    Não, caro Jornal de Jundiaí, a “vítima-homem” não estava usando roupas femininas, a vítima era uma transsexual, estava apenas vestida de acordo com seu gênero, saca?! Tivemos mais uma vítima de transfobia na nossa região e no Brasil, país que mais mata LGBT’s no mundo, tá? Na maneira como o texto está colocado, dá margem para comentários distorcidos e cheios de preconceito, tudo o que a galera dessa merda de cidade tradicional ama fazer.

    Descanse em paz, Diego.

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