AUMENTO

Câmara aprova aumento de 6% no salário dos servidores públicos

Todos os cinco projetos que tratavam do reajuste salarial de 6% dos servidores públicos e vereadores de Jundiaí foram aprovados na sessão ordinária de ontem da Câmara Municipal, sem grandes protestos no plenário. Dos cerca de 200 manifestantes que eram aguardados na Casa, segundo boatos que circularam nas redes sociais ao longo do dia, apenas 30, aproximadamente, compareceram para protestar contra a medida. A baixa adesão dos servidores ao protesto é mais uma demonstração clara do racha existente dentro do Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí (Sindserjun). Segundo o presidente Márcio Cadorna, um grupo de opositores dentro da instituição não aceitou a proposta da prefeitura após quatro rodadas de negociações e, incentivados por uma minoria de funcionários públicos, declarou estado de greve na segunda-feira, como o JJ noticiou.

Mesmo assim, a sessão foi suspensa pelo presidente da Casa, Gustavo Martinelli (PSDB), por cerca de 15 minutos, até que fosse restabelecido o silêncio. Os manifestantes, apesar de serem poucos, gritaram “vergonha” e “fora Martinelli” durante a discussão de outro Projeto de Lei (PL) em discussão no momento. O PL 12.526, de autoria do prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), que concede o reajuste de 6% mais um aumento de 10% no vale-alimentação, foi aprovado por 16 votos favoráveis e uma abstenção do vereador Edicarlos Vieira (PSD). Os outros quatro projetos de resolução que tratavam do aumento de mesmo valor para os funcionários da Câmara, os gestores municipais e os próprios vereadores, porém, foram aprovados por unanimidade.

Veto mantido
Pela primeira vez este ano os vereadores decidiram manter um veto do prefeito. O PL 12.336, que proíbe, nos comércios, a exposição de alimentos ultraprocessados em prateleiras ao alcance de crianças, recebeu veto total. Apesar de ser legal e constitucional, a prefeitura alegou que a crise econômica e limitações administrativas para fiscalizar a norma tornam o projeto inviável. O veto foi mantido por 11 votos favoráveis e 8 contrários, o que expõe uma divisão de opiniões entre os parlamentares. Aqueles contrários à medida afirmaram que foram procurados por diversos comerciantes em seus bairros que reclamaram da lei. Já os favoráveis ao projeto lembraram que o projeto de lei foi amplamente discutido em audiência pública e foi considerado pioneiro no país, tendo o apoio de diversos órgãos nacionais, como o Instituto Alana e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), além de médicos, nutricionistas e alguns representantes do comércio.

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9 pensamentos sobre “Câmara aprova aumento de 6% no salário dos servidores públicos

  1. PREFEITO AUMENTOU O PROPRIO SALARIO, ELE MERECE?
    Os 19 vereadores em Jundiaí aprovaram ontem na Câmara o aumento dos seus próprios salários para R$ 9.964,00 e de seus assessores para R$ 11.623,54 e o vale alimentação/refeição deles subiu para R$ 1,753,24, como pode, uma cidade com mais de 400 mil habitantes ficar calada, submissa? E ainda tem gente que defende esses aumentos com o $$ do povo. moradores de Jundiaí não reclamem que falta atendimento na saúde, educação habitação, pois já sabem para onde vai o nosso dinheiro. Ja foi a época de dizer que falta dinheiro para atender a população. Acorde Compartilhe isso precisa ser divulgado.

  2. ESSE PRESIDENTE diz com todas as LETRAS FIZ ACORDO com o Prefeito! na assembleia que deliberou ele VOTOU COM OS CARGOS EM COMISSÃO QUE COMBINOU COM O PREFEITO PARA DESCER E APROVAR. #FORAMÁRCIOCARDONA

  3. Sinto informar-lhe, vereador não serve pra nada, apenas para “indicar”, batizar nomes de ruas, conceder “honrarias, dar “salvas de prata” para ilustres desconhecidos, fazer moção, repudiar e outras inutilidades, que custam caro à sociedade. Sem contar os assessores e a mega estrutura que eles tem à disposição. Tudo evolui, e nossa sociedade não precisa de um legislativo tão grandioso assim. Bastaria um unica reunião mensal, de sábado à tarde, para votar o que tem que ser votado e pronto. Se existe presidente de associação de bairro, que trabalha de graça para a comunidade, então porque precisamos de intermediários para resolver nossos problemas?????

  4. Sera que não ocorre aos que falam ‘não esta contente com o salário pede exoneração e vai para a iniciativa privada’ que é exatamente essa situação das UBS do município? Consultas são marcadas daqui seis meses porquê não há médicos. O salário é baixo (Louveira paga melhor) e as condições de trabalho são péssimas (não se consegue exames para diagnóstico). E então eles, desprezados e desprestigiados pedem exoneração. E o caos na saúde está implantado. Abre-se concurso e não há inscritos. Quem assume percebe a falta de condições de trabalho e vaza. Os que tem ódio de funcionários públicos não entendem que é a população quem sofre com o desmonte do serviço público.

  5. Quando prestou concurso para trabalhar na Prefeitura, o candidato não sabia das condições de um emprego público ? De fato, não tem carteira assinada , FGTS, etc, mas tem aposentadoria integral e só pode ser demitido após processo administrativo. Se fosse tão ruim assim não haveria mais candidatos que vagas nos concursos, ou estou enganado ?

  6. “Não está contente pede exoneração e deixa a vaga para quem quer trabalhar” O ódio ao funcionário público deixa as pessoas cegas. Sabe aquela consulta que marcaram para você daqui a seis meses? É porque o médico, funcionário público ‘pediu para sair, porque o salário não vale a pena, (Louveira por exemplo paga melhor), as condições de trabalho são ruins e por isso não se consegue preencher vagas no concurso. Olha a consequência do desprestígio e da desvalorização que a administração impõe ao servidor público não só em termos salariais mas também com a falta de condições de trabalho. Não pensou nisso, né? A administração paga mal o funcionário e você aí aplaudindo, nem percebe que quem sofre a consequência é você mesmo.

  7. A matéria está correta ao afirmar que há “uma demonstração clara do racha existente dentro do Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí (Sindserjun)”. Para desespero da categoria, isto provavelmente irá durar a gestão toda de Marcio Cadorna, que se mostra alheio aos anseios dos servidores. A administração passada do sindicato, não era ideal, mas o Luciani sempre se portou como um verdadeiro presidente. Discutindo, conversando com a categoria e principalmente “dando a cara” pra bater. O atual presidente ao contrário, se mostra passivo e incapaz de mobilizar a categoria. Apesar de toda sociedade pensar que funcionário público “é isto ou aquilo”, muitos nem sabem que o servidor concursado não possui carteira assinada, não tem FGTS, não tem convênio, não tem seguro desemprego (caso seja exonerado), ou seja, “não é um céu de brigadeiro” como muitos pensam. Daí a importância de um sindicato forte, que lute não só por reposição salarial, mas por uma carreira pública digna. Oxalá, espero estar errado em minha previsão e que o próximo ano seja diferente.

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