ABUSO

Homem apalpa partes íntimas de menina de 16 anos e acaba linchado

Um operador de máquinas de 30 anos, morador no bairro Cidade Jardim, em Jundiaí, foi espancado por populares após atacar uma adolescente, passando as mãos nas partes íntimas da garota. A violência sexual foi registrada por uma câmera de segurança, cujas imagens foram entregues à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

C.T.S. foi encontrado desacordado em um matagal após sofrer as agressões dos populares. Nenhum deles foi identificado. Ele foi levado ao hospital por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e alegou sofrer de amnésia pelo espancamento ao prestar depoimento na DDM, logo após receber alta médica.

O depoimento foi dado à delegada Maria Beatriz Curio de Carvalho, explicou a investigadora-chefe Lilian Picchi. Segundo ela, o homem afirmou não conhecer a adolescente, alegando a suposta amnésia sofrida, desconhecendo o vídeo gravado com a ação criminosa. O ataque à jovem, que tem 16 anos, foi cometido na rua Miguel Giuntini, na Vila Hortolândia. De acordo com a menor, ela volta para casa do mercado e notou que um homem, à distância e sentado em uma moto, a observava de maneira estranha.

Continuou andando e subiu uma rua, percebendo que ele, neste momento, ligou a moto, provavelmente para deixar o local.  Ficou mais tranquila, pois achou que ele fosse embora, apesar de não perceber o sentido que o desconhecido tomou. Ao chegar em casa e abrir o portão, foi surpreendida com a aproximação do homem, que perguntou em que rua ele estava. Antes que pudesse responder, foi atacada pelo desconhecido, que passou as mãos em suas nádegas.

Temendo sofrer um abuso ainda mais grave, a jovem disse que gritou, o que fez o acusado fugir. Apesar de estar de moto, viu que ele abandonou o veículo e saiu correndo a pé, tomando rumo ignorado. Ela identificou o agressor como um homem negro, alto e forte, com aproximadamente 30 anos, usando camiseta cinza e bermuda.

Nada disse sobre a agressão e prisão do acusado, que teria sido pego pelos populares nas imediações da casa da menor.  A investigadora da DDM informou que o acusado irá responder por violação sexual mediante fraude. O crime é previsto pelo artigo 215 do Código Penal e tem pena que varia de dois a seis anos de reclusão.

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